Conheça o projeto ‘Minha História em Livro’, que incentiva adultos a escreverem as próprias histórias, no ‘Oficina de Palavras’
Autobiografia: Escrever a Própria História
Em uma recente oficina de palavras, o professor Luiz Puntel abordou o tema da autobiografia, instigando os participantes a refletirem sobre a importância de registrar suas próprias vidas. A princípio, muitos demonstraram resistência, alegando que suas histórias não eram interessantes o suficiente para serem escritas. Puntel, contudo, com seus quarenta anos de experiência em cursos de redação e oratória, sabe que essa é uma reação comum.
A Resistência Inicial e a Superação
A jornalista Daniela Peia, coordenadora do grupo de escrita criativa “Minha História em Livro”, corrobora a experiência de Puntel. Ela relata que, inicialmente, os participantes do grupo, composto por adultos, expressavam dúvidas e inseguranças sobre sua capacidade de escrever suas autobiografias. Frases como “só quero escrever para meus netos”, “nem sei escrever direito”, e “acho que não consigo” eram frequentes. Contudo, com o tempo, o cenário mudou. A confiança e a motivação cresceram, transformando a hesitação inicial em um “sim, é possível, vamos nessa!”
A Importância da Leitura e da Escrita
O sucesso do grupo de Daniela Peia, patrocinado pela prefeitura e apoiado pelo Instituto do Livro Brasileiro e pela Secretaria de Cultura e Turismo, destaca a importância da escrita e da leitura. Em um contexto onde livrarias estão fechando e muitas cidades brasileiras não possuem bibliotecas, iniciativas como essa se tornam ainda mais relevantes. Puntel finaliza sua fala enfatizando a resistência da escrita e da leitura, sugerindo a leitura de “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, um livro que trata justamente dessa temática, e que apesar de suas 121 páginas, prende o leitor do início ao fim.
Leia também
A experiência compartilhada por Puntel e Peia demonstra que, com incentivo e persistência, é possível superar as barreiras iniciais e dar voz às próprias histórias. A escrita, como prática individual e coletiva, se mostra um ato de resistência e um caminho para a preservação da memória e da identidade.