Alan David da Silva, de 35 anos, que está preso, teria dado abraços maliciosos na jovem e dito que ela gostava do assédio
Em Barretos, um caso de abuso sexual chocou a cidade e expôs a vulnerabilidade de uma aluna de 13 anos. Um professor de matemática, Alan David Brandes da Silva, de 35 anos, foi preso em 2 de julho após a vítima denunciar os abusos sofridos dentro da escola municipal onde estudava.
A Carta da Vítima
Em uma carta comovente, a aluna detalhou os abusos, revelando como o professor, sob pretexto de ajuda e apoio emocional, a assediava física e sexualmente. Ela descreveu os abraços com toques impróprios, o assédio durante provas em uma sala isolada e a insistência do professor em conversas online com conotação sexual. A carta também demonstra a angústia da vítima, que demorou quatro meses para denunciar o ocorrido por medo e insegurança, considerando o professor como figura de autoridade.
A Investigação e a Prisão
A denúncia, feita inicialmente a outro professor, desencadeou uma investigação policial que resultou em um inquérito com mais de 120 páginas. A polícia analisou a carta, mensagens trocadas entre a vítima e o professor, e áudios que comprovavam o assédio e a tentativa de convencê-la a praticar atos sexuais. As provas coletadas foram suficientes para a prisão temporária do professor, que pode ser prorrogada por mais 30 dias. O Ministério Público de Barretos se manifestou a favor da prisão, concordando com a gravidade do crime de estupro de vulnerável.
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Consequências e Reflexões
O caso gerou comoção em Barretos, levantando questionamentos sobre a segurança das crianças nas escolas. A prefeitura da cidade afirma estar oferecendo apoio psicológico à vítima e sua família. A aluna retornou às aulas, mas o episódio serve como alerta para a importância da prevenção e conscientização sobre violência sexual. A escola já havia promovido palestras sobre o tema, o que possivelmente encorajou a vítima a denunciar. A defesa do professor afirma estar aguardando a perícia do celular e preparando a defesa, alegando que ele tem consciência do que está sendo investigado.



