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Jovem anos perde bebê após procurar atendimento médico três vezes na Santa Casa de Jaboticabal

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Jovem perde bebê
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A Delegacia da Mulher de Jaboticabal está investigando a morte de um recém-nascido ocorrida no Hospital Maternidade Santa Isabel (Santa Casa da cidade). A família acusa o hospital de negligência no atendimento prestado à mãe, Anna Carla de Campos, de 34 anos.

A Busca por Atendimento e a Liberação Inicial

Anna Carla procurou o hospital queixando-se de dores e sangramento. Segundo seu relato, o médico de plantão avaliou a situação como normal e a liberou para retornar à sua residência. A justificativa dada foi que as dores seriam apenas um encaixamento do bebê e o sangramento, algo comum devido à abertura do colo do útero.

Retorno ao Hospital e a Decisão Tardia

Inconformada com a persistência dos sintomas, Anna Carla retornou ao hospital por mais duas vezes, sendo novamente avaliada e liberada. Diante do agravamento das dores e do sangramento, a gestante buscou o atendimento mais uma vez, quando uma obstetra identificou a gravidade da situação e a encaminhou para o centro cirúrgico.

Investigação em Andamento

Renata Sirate, Secretária da Saúde de Jaboticabal, acompanha de perto as investigações conduzidas pela Delegacia da Mulher. Além disso, anunciou a abertura de uma sindicância interna na Santa Casa para apurar se houve negligência médica no atendimento prestado à gestante. A comissão médica do hospital tem um prazo de aproximadamente 30 dias para apresentar os resultados da sindicância. O corpo do bebê foi encaminhado ao SVO (Serviço de Verificação de Óbito), e o laudo deve ficar pronto em um período de 30 a 60 dias.

De acordo com o prontuário da paciente, ela procurou o hospital por três vezes consecutivas, queixando-se de dores e sangramento. Na primeira consulta, não apresentava sangramento visível. Na segunda, o sangramento era considerado insignificante, sendo medicada para dor e liberada. Na terceira vez, por volta das 7h do dia 8, retornou com dores intensas que não melhoraram com a medicação. A médica plantonista, ao auscultar o bebê, percebeu bradicardia (frequência cardíaca baixa) e acionou o centro cirúrgico. Durante a preparação para a cirurgia, Anna Carla teve um sangramento intenso e foi submetida a uma cesariana. O bebê nasceu vivo, foi entubado, mas faleceu logo em seguida.

A equipe médica alegou que a paciente estava bem, com o colo do útero fechado, e que a liberação para casa era justificada. Afirmaram que, em gestações de 38 semanas, o parto normal é preferível e a cesariana não era indicada devido à ausência de dilatação.

Este é o terceiro caso de morte de bebês em menos de dois meses no hospital. Em julho, duas mães perderam seus filhos antes do parto, alegando que solicitaram a cesariana, mas foram aconselhadas a aguardar o parto normal. A polícia investiga se houve responsabilidade médica nesses casos e aguarda os laudos necroscópicos para determinar a causa das mortes.

O caso levanta questões sobre os protocolos de atendimento e a necessidade de uma avaliação mais criteriosa em situações de risco na maternidade.

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