Fábio Souza, que tem déficit auditivo, afirma que foi agredido por não ter ouvido o pedido para que abaixasse o som do celular
Um jovem autista, Fábio Deodato, foi agredido por um segurança em um shopping de Ribeirão Preto enquanto saía do trabalho. O caso gerou indignação e levanta questões sobre preconceito e capacitismo.
Agressão e as Repercussões
Fábio, que trabalha em uma lanchonete do shopping há três anos, teve uma discussão com uma funcionária da limpeza por conta do volume do seu celular. Um segurança interveio, e a situação resultou em agressão física contra o jovem. Após o incidente, Fábio registrou um boletim de ocorrência acusando o segurança de agressão, racismo e preconceito. Como consequência, ele será transferido para outra unidade da lanchonete para evitar possíveis retaliações.
Investigação e Posicionamentos
O shopping Guatemi informou que afastou o segurança até o fim das investigações e repudia qualquer tipo de violência. A empresa responsável pela segurança também afirmou que apoia a investigação e que o funcionário permanecerá afastado. A advogada de Fábio, Laura Pardori, reforça a necessidade de responsabilização, apontando indícios de racismo e preconceito contra a deficiência.
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Preconceito e a Necessidade de Conscientização
Camila Góez do Amaral, diretora da Associação de Amigos do Autista de Ribeirão Preto, comenta sobre a importância da conscientização sobre o autismo e a necessidade de combater o preconceito e o capacitismo. Ela destaca a complexidade das desordens do neurodesenvolvimento e a falta de informação na sociedade, enfatizando a importância de um maior acolhimento e compreensão em relação às pessoas com autismo.
O caso de Fábio expõe a realidade do preconceito enfrentado por pessoas com autismo no ambiente de trabalho e na sociedade em geral, reforçando a urgência de ações para promover inclusão e respeito.



