Violência em baladas em meio a pandemia da Covid-19 tem chamado atenção em Ribeirão; outro caso aconteceu em um bar na zona sul
Aumento da violência em festas clandestinas durante a pandemia em Ribeirão Preto preocupa autoridades.
Agressão em festa clandestina deixa jovem com perda parcial da visão
Um jovem de 23 anos teve parte da visão comprometida após ser atingido por uma garrafada durante uma festa clandestina na zona leste de Ribeirão Preto. Este é o terceiro caso de violência em aglomerações registradas na cidade nas últimas três semanas. Imagens de eventos com grande número de pessoas sem máscaras circulam pelas redes sociais, contrariando as regras de quarentena.
Investigação de erro médico e responsabilidade pela festa
O pai do jovem agredido, Rodrigo Fabre, afirma que o filho esbarrou em uma mesa, derrubando bebidas, o que resultou na agressão. Ele também denuncia possível erro médico no atendimento inicial na UPA Norte, alegando que o filho foi suturado com um caco de vidro no olho sem exames adequados. O jovem está internado no Hospital das Clínicas com lesões graves, incluindo deslocamento de retina e hemorragia interna. A prefeitura afirma que apurará os fatos relacionados ao possível erro médico. A advogada que representa os organizadores da festa, Sandra Pecorini, alega que a organização não se responsabiliza pela violência entre os participantes, considerando o incidente um fato isolado.
Aglomerações e falta de fiscalização
Além deste caso, outros episódios de violência em aglomerações foram registrados recentemente na cidade. Um jovem de 25 anos foi espancado na zona sul e uma jovem de 18 anos teve ferimentos oculares após ser atingida por uma bomba de efeito moral lançada por um militar durante uma intervenção em um bar. Para o promotor Marco Sturro Nicolino, as ocorrências refletem a falta de fiscalização e o descumprimento das medidas de quarentena. A Polícia Militar afirma atuar em apoio à prefeitura na fiscalização de eventos, mas ressalta que a responsabilidade principal é do município. Eventos com música ao vivo e pessoas em pé ainda não são permitidos pelas regras de quarentena em vigor. A população pode denunciar festas clandestinas pelos telefones 153, 156 e 190.



