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Jovem é morta por amigos porque uma das colegas queria saber como ela reagiria ao matar alguém

Quem analisa o caso é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'
morte por amigos
Quem analisa o caso é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'

Quem analisa o caso é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’

O caso da jovem Ariane Oliveira, de 18 anos, encontrada morta em Goiânia, chocou o país e levanta questionamentos sobre saúde mental. Quatro amigos são suspeitos do crime, supostamente motivado pela vontade de um deles de testar se era psicopata.

A psicopatia e seus traços

Segundo a psicóloga Daniel Zeotti, convidada para comentar o caso, todos nós possuímos alguns traços de psicopatia, como um certo prazer em ver o outro em desvantagem. No entanto, esses traços não se consolidam em transtornos devido à socialização e à repressão de impulsos. No caso de Ariane, a capacidade de persuasão de um dos suspeitos, uma adolescente de 16 anos, para convencer três amigos a cometer o crime, indica algo além de simples traços de personalidade. A ação premeditada, com requintes de crueldade e até uma lista de potenciais vítimas, aponta para um transtorno de personalidade antissocial.

O transtorno de personalidade antissocial

A especialista explica que, embora o diagnóstico de transtorno de personalidade antissocial só seja feito após os 18 anos, a gravidade e clareza dos atos cometidos pelos suspeitos indicam a presença do transtorno. A capacidade de planejar um crime, sentir prazer na crueldade sem culpa ou remorso, e a frieza demonstradas pelos envolvidos caracterizam a patologia. A psicóloga destaca a importância de observar comportamentos preocupantes em jovens e adultos, buscando ajuda profissional quando necessário.

Prevenção e cuidados

Em tempos de crescente fragilidade na saúde mental, a conscientização e a prevenção são cruciais. A psicóloga enfatiza a necessidade de os pais estarem mais próximos dos filhos adolescentes, monitorando convites e conversando abertamente sobre os perigos. A atenção redobrada aos comportamentos, desde situações banais até sinais mais graves, é fundamental para proteger a si e aos entes queridos. O caso de Ariane serve como um alerta para a importância de identificar e abordar comportamentos antissociais, buscando ajuda profissional e reforçando os laços familiares e sociais como forma de proteção.

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