Um jovem de 22 anos foi preso após esfaquear duas mulheres dentro de uma escola municipal em Itapiratiba, na região de São Carlos, na noite desta quarta-feira (20). O motivo do ataque ainda não havia sido esclarecido até o momento da apuração.
O caso aconteceu por volta das 18h45 em uma unidade que funciona durante o dia com atendimento a alunos do 6º ao 9º ano e, à noite, recebe atividades da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e provas presenciais da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Segundo relatos reunidos no local, o suspeito participaria de uma prova do curso de administração quando retirou uma faca da mochila e atacou duas mulheres dentro da escola.
Ataque na escola
De acordo com as informações apuradas, o jovem entrou normalmente na unidade, registrou presença na recepção e seguiu até a sala onde acontecia a avaliação. Em determinado momento, ele abriu a mochila e atacou uma estudante de 25 anos que estava sentada em um computador. A vítima sofreu golpes na região das costas e próxima ao pescoço.
Na sequência, o suspeito foi até a mesa da secretária da escola, uma funcionária pública de 42 anos, e também desferiu facadas na região das costas e do ombro. A funcionária tentou fugir para o pátio em busca de socorro, mas foi perseguida. Ela retornou para uma sala de aula e conseguiu escapar após uma tentativa do agressor de entrar novamente no local.
A escola possui monitoramento por câmeras conectado diretamente à Guarda Civil Municipal. Segundo a direção de ensino, os agentes identificaram uma movimentação fora do padrão e foram até a unidade sem terem sido acionados. Ao chegarem ao local, os guardas conseguiram prender o suspeito e auxiliar no atendimento às vítimas. As duas mulheres foram levadas ao pronto-socorro da cidade. Apesar da intensidade dos ferimentos, elas permaneceram em observação e receberam alta na manhã seguinte.

Investigação
Como o município estava em esquema de plantão, o jovem foi encaminhado para Casa Branca, onde prestou depoimento à delegada responsável pelo registro da ocorrência.
Familiares também foram ouvidos durante o atendimento policial. Segundo o que foi apurado até o momento, o suspeito possui histórico de acompanhamento psicológico e já havia recebido atendimento pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A universidade divulgou nota afirmando que acompanha o caso, presta apoio às vítimas e reforçou que não compactua com qualquer tipo de violência dentro dos polos educacionais.



