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Jovens da Fundação Casa teriam sido agredidos por cinco funcionários

A maioria dos 61 internos que apanharam estão com hematomas, segundo promotores de Justiça
Jovens Fundação Casa
A maioria dos 61 internos que apanharam estão com hematomas, segundo promotores de Justiça

A maioria dos 61 internos que apanharam estão com hematomas, segundo promotores de Justiça

A Fundação Casa da Unidade Rio Parthenon, em Ribeirão Preto, é alvo de investigação após denúncias de agressão contra 61 jovens. Os relatos apontam que os internos foram vítimas de socos, chutes e pauladas por parte de pelo menos cinco funcionários na última quarta-feira. Promotores de Justiça colheram os depoimentos e constataram que a maioria dos jovens ainda apresenta hematomas e queixas de dores.

Investigação em Andamento

Dois inquéritos, um civil e outro criminal, foram abertos para apurar a autoria das agressões. A Coordenadoria da Fundação Casa afastou dois funcionários de seus cargos de chefia e determinou que todos os jovens passassem por exame de corpo de delito. A medida visa garantir a integridade física dos internos e fornecer provas para a investigação.

Outro Caso em Apuração

Os promotores também estão investigando a internação de um jovem no Hospital das Clínicas em dezembro do ano passado. Segundo familiares, o jovem relatou ter sido agredido por dois agentes. Os promotores planejam reinterrogar os jovens mais agredidos, além de funcionários e da direção da unidade, para esclarecer os fatos.

Medidas Adotadas pela Fundação Casa

Uma equipe da Corregedoria da Fundação Casa foi enviada de São Paulo para Ribeirão Preto para auxiliar nas investigações. Dois funcionários foram removidos dos cargos de Coordenador de Plantão da Unidade. O Corregedor Geral da Fundação, Jadir Pires de Borba, confirmou que a direção regional de Ribeirão Preto acionou a Corregedoria para apurar as agressões.

Uma sindicância foi instaurada para apurar o envolvimento dos funcionários nas agressões. Caso comprovada a participação, os funcionários, que não são concursados, poderão ser demitidos por justa causa. A previsão é que a sindicância seja concluída em dois meses. A ausência de câmeras de monitoramento no pátio, local onde as agressões teriam ocorrido, dificulta a apuração dos fatos.

A prioridade é garantir a segurança e o bem-estar dos jovens, e as investigações seguem em ritmo acelerado para responsabilizar os envolvidos.

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