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Jovens entre 14 e 24 anos têm pouca estabilidade de emprego

Gerente de Desenvolvimento Organizacional, Daniele Moro, falou à CBN Ribeirão
Jovens entre 14 e 24 anos
Gerente de Desenvolvimento Organizacional, Daniele Moro, falou à CBN Ribeirão

Gerente de Desenvolvimento Organizacional, Daniele Moro, falou à CBN Ribeirão

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que jovens entre 14 e 24 anos apresentam alta rotatividade e pouca estabilidade no mercado de trabalho. O estudo destaca dificuldades técnicas e comportamentais que impedem a permanência desses jovens nas empresas.

Panorama da juventude no mercado de trabalho

Danieli Moro, gerente de desenvolvimento organizacional, Jovens entre 14 e 24 anos, explica que o tema da instabilidade no emprego entre jovens não é novo e está relacionado à qualidade da educação técnica e às expectativas do mercado. Segundo ela, a geração Z enfrenta desafios tanto na qualificação técnica quanto nas competências comportamentais necessárias para o ambiente profissional.

Desafios educacionais e culturais: Danieli aponta que a qualificação técnica dos jovens é inferior à demanda do mercado, dificultando sua permanência nas empresas. Além disso, ressalta que problemas comportamentais também contribuem para essa instabilidade. Ela destaca que a universidade não é a única responsável pela preparação inadequada, mas que há uma defasagem entre a velocidade das mudanças do mercado e a atualização dos métodos de ensino e conteúdos educacionais.

Competências essenciais para o futuro profissional: Para melhorar o êxito no processo seletivo, Danieli recomenda que os estudantes desenvolvam competências básicas como boa redação, comunicação oral, interpretação de texto e domínio da língua portuguesa. Também enfatiza a importância do aprofundamento técnico no curso escolhido e da capacidade de relacionamento interpessoal, que é fundamental no ambiente de trabalho.

Dificuldades na contratação de recém-formados: As principais barreiras para a contratação de jovens recém-formados são a falta de competências básicas, especialmente em língua portuguesa e inglês, e a ausência de habilidades comportamentais adequadas. Danieli observa que muitos jovens apresentam uma postura autoritária e expectativa de ascensão rápida, o que nem sempre é compatível com a realidade das empresas, onde o crescimento profissional exige tempo e dedicação.

Informações adicionais

A pesquisa do Ipea reforça a necessidade de alinhamento entre a formação educacional e as demandas do mercado de trabalho, destacando que o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais é fundamental para a inserção e permanência dos jovens no ambiente profissional.

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