Uso do dispositivo tem aumentado os casos de envenenamento nos EUA; ouça a coluna ‘CBN Saúde’ com Fernando Nobre
O cardiologista Dr. Fernando Nobre destaca o preocupante aumento nas vendas de cigarros eletrônicos, especialmente entre jovens. Dados americanos apontam um crescimento de 47% nas vendas, impulsionado por dispositivos descartáveis com sabores atrativos, mesmo após restrições impostas pelo FDA. No Brasil, o número de usuários saltou de 500 mil em 2018 para 2 milhões em 2022, um aumento de 400%.
Perigos à Saúde
Apesar da propaganda enganosa que os descreve como inofensivos, os vapes contêm substâncias nocivas como THC e acetato de vitamina E, associadas a doenças pulmonares graves. Estudos mostram níveis de toxicidade comparáveis aos cigarros tradicionais, além do risco de desenvolver a doença pulmonar EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos).
Sintomas e Impactos
A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia lista sintomas respiratórios como tosse, dor torácica e falta de ar, além de problemas gastrointestinais e sintomas inespecíficos como febre e perda de peso. O aumento de casos de exposição em centros de controle de envenenamento, inclusive em crianças, demonstra a gravidade do problema. Marcas como Elf Bar são populares entre adolescentes.
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A situação exige ações urgentes. Leis e punições severas são necessárias para conter o uso desses dispositivos, cuja comercialização representa uma grave ameaça à saúde pública. A desinformação e a falta de conscientização contribuem para a disseminação desse perigo.