Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
Em tempos de avanços tecnológicos constantes, a expectativa por ferramentas de assistência à velhice no futuro é grande. Uma pesquisa do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) revela uma tendência interessante: jovens pais brasileiros demonstram interesse em soluções de inteligência artificial para o cuidado de idosos, reduzindo a dependência dos filhos.
Menos filhos, mais tecnologia
Com a queda no número de nascimentos e a opção de muitos jovens por ter poucos filhos ou nenhum, surge a preocupação com a falta de mão de obra especializada para cuidar da crescente população idosa. A pesquisa indica que a tecnologia aparece como uma alternativa para suprir essa demanda, principalmente entre aqueles que já pensam de forma mais tecnológica.
O futuro da assistência a idosos
A pesquisa aponta que jovens pais, cujos filhos nasceram após 2010, demonstram preferência por soluções tecnológicas para o cuidado de seus pais na velhice. A expectativa é por plataformas de inteligência artificial que monitorem a saúde, administrem medicamentos, preparem refeições adequadas e ofereçam companhia. A visão de futuro inclui robôs com funções de cuidador, amigo e até babá, que auxiliem nas tarefas diárias e promovam a independência dos idosos.
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Tecnologia e afeto: um equilíbrio possível
É importante ressaltar que a tecnologia não visa substituir o afeto familiar. A ideia é que as tarefas cotidianas sejam automatizadas, permitindo que os momentos com familiares sejam mais prazerosos e focados no convívio e no lazer. A tecnologia, nesse contexto, surge como um auxílio que otimiza os cuidados e permite que o tempo com os entes queridos seja mais proveitoso e significativo, priorizando a qualidade do relacionamento.