Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
As investigações sobre a agressão ocorrida durante o carnaval de Luiz Antônio, que deixou um jovem de 27 anos hospitalizado, avançam com oitivas de testemunhas e suspeitos. O delegado Jorge Miguel Corinetto, responsável pelo caso, já ouviu dez testemunhas além dos cinco suspeitos, sendo quatro maiores e um menor de idade.
Individualização das Ações e Qualificação do Crime
O principal objetivo da investigação é individualizar a participação de cada envolvido na agressão. Segundo o delegado, a polícia já identificou os possíveis autores e está reunindo provas para entender a dinâmica dos acontecimentos. Após a coleta de depoimentos e a análise dos laudos periciais, o caso poderá ser encaminhado à Justiça. Corinetto adiantou que, em seu entendimento técnico, o crime se configura como tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, considerando a persistência na agressão após uma primeira briga.
Omissão de Socorro pelos Seguranças
Um ponto crucial da investigação é a conduta dos seguranças contratados para o evento. Duas testemunhas afirmaram que os seguranças presentes assistiram à briga sem intervir para evitar a agressão. O delegado considera essa omissão mais grave do que a própria agressão, uma vez que a empresa de segurança tinha a obrigação de agir. A polícia busca atrásra identificar e ouvir os seguranças para apurar se houve negligência ou omissão de socorro, o que pode acarretar responsabilidades criminais.
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Repercussão e Busca por Justiça
O irmão da vítima, Lourenço César Alves, confirmou a versão das testemunhas sobre a omissão dos seguranças. Ele relatou que seu irmão, Deu Alves, está internado no Hospital das Clínicas, em recuperação após sair do CTI. Apesar de apresentar boa recuperação motora, ainda passa por observação neurológica. A família espera que a justiça seja feita e que os responsáveis pela agressão sejam punidos, para que casos como esse não se repitam. Há um apelo para que outras testemunhas se manifestem, superando o medo e contribuindo para que os agressores sejam responsabilizados.
A família da vítima aguarda o desenrolar das investigações, confiante de que a justiça será feita.



