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Jovens ribeirão-pretanos têm pouco interesse em votar

Desde as eleições de 2014, cidade ganhou, em média, 800 novos eleitores por mês, mas jovens poderiam fazer número ser maior
Jovens ribeirão-pretanos votar
Desde as eleições de 2014, cidade ganhou, em média, 800 novos eleitores por mês, mas jovens poderiam fazer número ser maior

Desde as eleições de 2014, cidade ganhou, em média, 800 novos eleitores por mês, mas jovens poderiam fazer número ser maior

Ribeirão Preto encerrou abril com um total de 434.251 eleitores, um aumento de 15 mil em relação à última eleição presidencial há dois anos. No entanto, a participação de jovens entre 16 e 17 anos permanece baixa, representando menos de 1% do eleitorado. Apenas 15% dos moradores de Ribeirão Preto nessa faixa etária possuem título de eleitor, evidenciando um certo desinteresse.

Desinteresse Político entre os Jovens

Rafael Velone Sampaio, de 17 anos, atribui seu desinteresse em votar à atual crise política no Brasil. “Por tudo o que está acontecendo atualmente sobre a política no Brasil, eu decidi não votar e é minha opinião. Então, esse ano, como não é obrigatório ainda, decidi não votar e esse ano esperar até ser obrigatório, então quando melhorar a situação do país”, afirmou.

O Peso da Obrigatoriedade

Enzo Del Nero, que só tirou o título por ter completado 18 anos, também expressou descontentamento com o cenário político. “Com 16 anos, acabei não optando por tirar, 17 também não, atrásra que é obrigatório a gente vem aqui fazer nessa parte. Ah, é mais questão de desinteresse mesmo, né, aí com essa política de hoje em dia difícil e acabou deixando qual tinha uma hora”, disse.

Resistência e Desmotivação

Igor Martinelli compartilha da mesma opinião, destacando que os problemas do país e a política atual desmotivam a participação. “Não é de hoje que o país vem dando muito problema, a política acaba dando interesse mesmo. Pensei que o povo que está no poder fica difícil de querer, de ter vontade de ir lá votar, não é só eu, deve ser que todo grupo de amigos é a mesma história, aquele desinteresse total de querer fazer diferença que não vai mudar, não vai mudar”, relatou.

Análise Sociológica

O sociólogo Vlau-mir Souza interpreta esse desinteresse como uma forma de resistência. “O interesse pela política se demonstrou como inviável no Brasil atual. Nesse título de Zânimo à preguiça, é uma resistência de não participação. Já que o voto branco ou nulo, ele não invalida a eleição no Brasil, muito pelo contrário, favorece o mais forte, não querer se alistar no caso para eleição é uma questão de resistência fundamental de dizer não ao modelo”, explicou.

O prazo para emissão de novos títulos eleitorais se encerrou, impedindo que aqueles que não procuraram o cartório eleitoral participem das próximas eleições.

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