Estes profissionais são os que mais têm probabilidade de desenvolver a síndrome; pesquisador Vitor Valenti explica
Neste Dia do Trabalhador, a CBN alerta sobre os riscos da síndrome de burnout. Fatores como idade jovem, solteirice, pouca experiência profissional e longas jornadas de trabalho aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver a condição.
Riscos à Saúde
Uma meta-análise revelou um aumento de 20% a 30% no risco de doenças cardiovasculares após a síndrome de burnout. Além disso, há maior propensão a diabetes e outros problemas de saúde. O médico-físiopatologista Dr. Vitor Valente, da Unesp de Bauru, explica que o burnout é uma reação do organismo a um estresse crônico relacionado ao trabalho, frequentemente associado a cargas horárias intensas e ambientes de trabalho desgastantes.
Sintomas e Diagnóstico
Os sintomas podem incluir insônia, ansiedade, depressão, e perda de prazer nas atividades. A diferenciação entre o cansaço natural e o burnout reside na intensidade e persistência dos sintomas, que podem afetar a qualidade de vida pessoal e profissional. O Dr. Valente destaca a importância de procurar um médico, principalmente psiquiatra, diante de suspeitas da síndrome, para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.
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Prevenção e Cuidados
Manter-se conectado ao trabalho fora do horário comercial, respondendo e-mails e mensagens a qualquer hora, contribui para o desenvolvimento do burnout. O excesso de trabalho, mesmo quando prazeroso, pode ser prejudicial se os limites do corpo não forem respeitados. Monitorar a pressão arterial, realizar exames regulares e buscar ajuda profissional são medidas cruciais para prevenir e lidar com os efeitos nocivos do estresse crônico no trabalho. É fundamental encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, respeitando os limites físicos e mentais para garantir a saúde e o bem-estar.



