Réus entraram com pedido de anulação das investigações
O juiz da Quarta Vara Criminal de Ribeirão Preto, Lúcio Alberto Enés da Silva Ferreira, determinou o prosseguimento da ação contra 14 dos 31 denunciados na Operação Sevandija. Entre os réus, estão nove ex-vereadores, secretários municipais e ex-funcionários da Coderpe.
Os Acusados
Estão entre os 14 réus os ex-vereadores Capela (PPS), Cicero Gomes (PMDB), Evaldo Mendonça (PTB), Maurílio Romano (PP), Pastor Saulo Rodrigues (PRB), Walter Gomes (PTB), e o ex-presidente da Câmara, Mendé. Também são réus os ex-secretários Angelo Invernizzi (Educação), Leite Luquesi Jr. (Casa Civil), Marco Antônio dos Santos (ex-superintendente do Daerpe e da Coderpe), além de Maria Lúcia Pandolfo e Vanilza da Silva Daniel (ex-funcionárias da Coderpe).
Detalhes da Operação Sevandija
A denúncia acusa os réus de crimes relacionados à terceirização de mão de obra na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto. Investigações da Polícia Federal e do Gaeco apontam que os ex-vereadores forneciam apoio político à ex-prefeita Darcy Vera em troca da contratação de seus apadrinhados pela empresa Atmosfera, que terceirizava serviços para a prefeitura. A operação também encontrou indícios de irregularidades em licitações entre a prefeitura e a Atmosfera, com o dono da empresa, Marcelo Plastino, sendo flagrado em encontros com vereadores onde possivelmente ocorria o pagamento de propina.
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Consequências e Análise
Os 14 réus devem responder à ação em 10 dias, podendo apresentar até oito testemunhas. Para o professor de direito da USP, Rubens Bessac, embora seja difícil prever o tempo de prisão em caso de condenação, a pena máxima no Brasil é de 30 anos. Bessac destaca a crescente rigidez da Justiça em casos de corrupção, enfatizando a gravidade do desvio de verbas públicas e suas consequências para a população. Os réus foram denunciados por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e fraude em licitação.



