Paulo César Gentile disse que foi informado da morte do adolescente de 16 anos pela polícia e não pela Fundação
A morte de Anderson do Santo Silva, de 16 anos, dentro de uma unidade da Fundação Casa em Ribeirão Preto, gerou forte reação do juiz da Vara da Infância e Juventude local. O magistrado criticou a diretoria da instituição, alegando descaso e falta de transparência na comunicação do ocorrido.
O Fato e a Investigação
Anderson faleceu na quarta-feira, mas o juiz Paulo César Gentille afirma ter sido informado pela polícia, e não pela Fundação Casa. Segundo a Polícia Civil, o adolescente foi agredido por outros internos no final de fevereiro. A instituição, por sua vez, alega que a morte foi causada por um acidente vascular cerebral, conforme boletim médico.
No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) contradiz essa versão, apontando traumatismo craniano provocado por agente contundente como a causa da morte. A Polícia Civil já identificou os supostos autores da agressão, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Infância e Juventude.
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Críticas à Fundação Casa
O juiz Gentille expressou preocupação com a falta de zelo da administração da Fundação Casa, enfatizando a importância da transparência em relação ao que acontece dentro da unidade. Ele questionou a demora na comunicação do fato, tanto para a Justiça quanto para a sociedade, que tem o direito de saber o que ocorre na instituição.
Apuração Interna e Externa
Diante da divergência entre as informações da Fundação Casa e o laudo do IML, a Corregedoria Geral da instituição abriu uma sindicância para apurar o caso. O Ministério Público também iniciou uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte de Anderson, solicitando todos os dados relevantes à Fundação Casa.
A situação levanta sérias questões sobre a segurança e o tratamento dos jovens internos na Fundação Casa, bem como a necessidade de maior transparência e responsabilidade por parte da administração.



