Gustavo Calixto Bianchini teria dado um testemunho diferente no júri em relação ao que disse na fase de investigação
Após o julgamento de Guilherme Longo, condenado a 40 anos de prisão pela morte do enteado Joaquim Pontimarques, o juiz José Roberto Bernarde Liberal determinou a investigação de uma testemunha de defesa, Gustavo Calisto Bianchini.
Testemunha sob suspeita de falso testemunho
Bianchini, amigo de Longo, prestou depoimento no terceiro dia do júri. Sua versão sobre a fuga de Longo para a Espanha em 2016, alegando ameaças de traficantes após o padrastro de Joaquim confessar o crime em entrevista à televisão local, diverge de informações da fase investigativa. Segundo Bianchini, Longo teria ficado 24 horas sequestrado antes de fugir, deixando uma carta para a mãe.
O crime e a condenação
O Ministério Público acusou Longo de matar Joaquim com 166 doses de insulina, descartando o corpo em um córrego. O corpo foi encontrado cinco dias depois no Rio Pardo. O júri, que durou seis dias, considerou Longo culpado de homicídio doloso, com intenção de matar, por motivo fútil, com crueldade e impossibilidade de defesa da vítima. Já a mãe de Joaquim, Natália Ponte, foi absolvida.
Recursos e investigações
A defesa de Longo recorreu da sentença, alegando pena excessiva e decisão contrária às provas. Um novo júri pode ser convocado caso o recurso seja aceito. Paralelamente, a investigação sobre o possível falso testemunho de Bianchini segue em curso, crime previsto no artigo 342 do Código Penal. Apesar da reviravolta, a condenação de Longo permanece, aguardando o desfecho do recurso.



