Magistrado se declarou ‘suspeito’ para seguir a frente do caso; Marcelo Fontes explica na coluna ‘De Olho na Política’
Nesta sexta-feira, acompanhamos os desdobramentos da Operação Céu de Vandí e a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal.
Operação Céu de Vandí: Juiz se declara suspeito
O juiz Dr. Lúcio Alberto Enés da Silva Ferreira se declarou suspeito para continuar no processo da Operação Céu de Vandí. Essa decisão é um desdobramento da anulação das principais escutas telefônicas pela terceira instância, que considerou irregular a autorização para tais escutas. Consequentemente, todas as investigações, condenações e processos subsequentes são considerados nulos, criando uma situação de grande incerteza jurídica. A decisão afeta diversos processos, incluindo aqueles relacionados à prefeitura, que foram autorizados em segunda instância. Advogados e especialistas trabalham para entender as implicações dessa decisão, que exigirá uma revisão completa das acusações.
Instalação da CPI na Câmara Municipal
A CPI das associações de pais e mestres foi oficialmente instalada, com a vereadora Gláucia Berenice como presidente e o vereador André Rodini como vice-presidente. O vereador Ramon Faustino, inicialmente parte da CPI, se retirou devido a uma comissão processante por quebra de decoro. A CPI, com duração inicial de 120 dias, investigará denúncias de repasse irregular de valores da secretaria da educação a associações, que posteriormente contrataram uma empresa ligada a uma funcionária da secretaria. As investigações ocorrerão nas secretarias da Fazenda e da Educação.
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Próximos passos
Tanto a Operação Céu de Vandí quanto a CPI prometem gerar novos desdobramentos. A complexidade jurídica da operação exigirá um longo trabalho de revisão por parte do Ministério Público, enquanto a CPI iniciará suas diligências para apurar as denúncias de irregularidades na secretaria de educação. Acompanharemos de perto a evolução de ambos os casos.