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Juiz reconhece o problema do uso de cerol e afirma que geralmente envolve menores de idade

Neste domingo (29), um homem teve o pescoço cortado e morreu, após ser atingido por uma linha de pipa com cerol, em Ribeirão
cerol e menores
Neste domingo (29), um homem teve o pescoço cortado e morreu, após ser atingido por uma linha de pipa com cerol, em Ribeirão

Neste domingo (29), um homem teve o pescoço cortado e morreu, após ser atingido por uma linha de pipa com cerol, em Ribeirão

Motociclista morre após ser atingido por cerol em Ribeirão Preto

Acidente na Via Norte

Um motociclista morreu após ser atingido por uma linha com cerol em Ribeirão Preto, no último domingo. O acidente ocorreu na Via Norte, sentido anel viário centro. Rogério Matiola de Castro, que presenciou o ocorrido e tentou socorrer a vítima, relatou a violência do impacto: “A hora que eu vi a linha, ele estava com a minha esposa e ainda eu falei ‘a linha’, mas aí não teve nem jeito. Eu vi ele pegando a linha, já saiu um rastro aqui com o vento, esguichando o sangue. Aí quando ele caiu já parei o carro, fui tentar dar os primeiros socorros, mas já vi que já estava em óbito, a garganta bem aberta e ali já não teve mais.”

Vítima e Impunidade

A vítima, José Ivaniu do Corrêa, de 43 anos, seguia para casa da mãe quando foi atingido no pescoço. Familiares lamentaram a falta de fiscalização na compra e venda de cerol. Seu cunhado e sobrinho, Edivaldo Paulino e Mateus, desabafaram: “Mais um da estatística por morte de linha de pipa, impunidade, ninguém toma conta de providenciar, impunir essas pessoas, mais um pai de família que foi morto por causa desse maldito cerol. Aquela criança tem acesso à linha, tem algum lugar que ele comprou, pode ter sido loja de pipa, internet, tudo vende, a maioria dos sites vende isso, e é acessível, porque você coloca que você é maior de 18 e você comprou a linha, não tem uma fiscalização ali.”

Fiscalização e Legislação

A venda de cerol é proibida, e o juiz da Vara da Infância e Juventude, Paulo César Gentili, reforça a gravidade da situação, que geralmente envolve menores. Ele destaca as consequências legais para quem utiliza ou vende o produto, e a importância de campanhas educativas. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo. A população pode denunciar o uso ou venda de cerol pelos telefones 153 ou 190. O artigo 132 do Código Penal prevê punição para quem coloca em risco a vida ou a saúde de alguém, e o artigo 278 pune a comercialização de produtos nocivos à saúde.

A tragédia destaca a necessidade urgente de maior fiscalização e conscientização sobre os perigos do cerol, buscando proteger a vida e a segurança de todos.

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