CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Julgamento de Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim, aconteceria hoje (21)

Defesa de Longo pediu que o julgamento fosse presencial; Promotor Marcus Túlio Nicolino analisa o caso
Guilherme Longo julgamento
Defesa de Longo pediu que o julgamento fosse presencial; Promotor Marcus Túlio Nicolino analisa o caso

Defesa de Longo pediu que o julgamento fosse presencial; Promotor Marcus Túlio Nicolino analisa o caso

O julgamento do caso do menino Joaquim, previsto para começar em novembro de 2023, foi suspenso devido a um pedido da defesa de Guilherme Longo, principal acusado. Joaquim, de 3 anos, foi encontrado morto em novembro de 2013, e Longo é acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver. A mãe de Joaquim, Natália Ponti, também responde pelo crime, em liberdade.

Suspensão do Julgamento e Recursos da Defesa

A defesa de Longo argumentou contra a realização do julgamento por videoconferência, pleiteando a presença física do réu, jurados e testemunhas. Outros recursos, como pedidos de perícia e a fuga temporária do réu para a Espanha, também contribuíram para o adiamento. O Ministério Público, representado pelo Dr. Marcos Túlio Nicolino, afirma que a defesa vem criando obstáculos ao longo dos anos, dificultando o andamento do processo.

A Perspectiva do Ministério Público

O promotor de justiça, Dr. Marcos Túlio Nicolino, em entrevista, explicou que a justiça buscava adaptar-se aos novos tempos, utilizando a tecnologia para realizar o julgamento. Entretanto, a defesa se opôs a essa modalidade, exigindo a presença física de todas as testemunhas, o que o promotor considera um risco desnecessário. A defesa também pleiteia a realização conjunta do julgamento de Longo e Natália Ponti, algo que a justiça não acatou. A questão da presença do público em plenário também foi discutida, sendo considerada arriscada em tempos de pandemia.

Próximos Passos e Implicações

Apesar dos atrasos, a expectativa é que os recursos da defesa sejam analisados rapidamente. O julgamento, quando ocorrer, será único e a decisão dos jurados, salvo por eventuais erros jurídicos, será praticamente definitiva. A demora de oito anos se deve aos diversos recursos da defesa e à fuga do principal acusado. O caso, que chocou o país em 2013, ainda aguarda justiça, com a esperança de que o julgamento seja realizado em breve e ofereça alguma forma de fechamento para a família e a sociedade.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.