Titoto é acusado de enterrar um homem vivo após ser cobrado por uma dívida; crime aconteceu em 2003
Empresário vai a júri por homicídio qualificado após 14 anos
Relembre o caso
Alexandre Titoto será julgado nesta quarta-feira pela morte de Carlos de Souza Araújo, crime ocorrido em fevereiro de 2003. O analista financeiro foi enterrado vivo, segundo a acusação do Ministério Público, por Titoto e seu comparsa, Delir da Silva Mota. Mota chegou a ser preso em 2014, mas a condenação foi anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O crime aconteceu na zona rural de Altinópolis e envolveu uma dívida de R$ 620 mil (valor atualizado) que Titoto tinha com a vítima, além de uma discussão pela venda de um carro importado.
A luta por justiça
Dirci dos Reis Araújo, mãe da vítima, expressou sua esperança por justiça após anos de sofrimento e mentiras. Ela busca o fim do que considera uma impunidade prolongada. O promotor Marco Stulio Nicolino afirmou que o júri, após 14 anos de espera, deve acontecer e que Titoto pode ser preso imediatamente caso seja condenado, dependendo da decisão judicial. O promotor destaca que a decisão do júri equivale a uma decisão de segunda instância, dificultando recursos e atrasos.
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Lentidão da Justiça
A demora na resolução do caso evidencia a lentidão da justiça brasileira e a sensação de impunidade. O sistema recursal e a utilização de recursos pela defesa contribuíram para o prolongamento do processo. Titoto e seu comparsa são acusados de homicídio triplamente qualificado.



