Após 18 anos, caso volta ao Fórum de Ribeirão Preto; Pablo é acusado de matar a garota de programa Nicole
Após 18 anos de espera e múltiplos adiamentos, o julgamento de Pablo Rocha, empresário acusado de arrastar e causar a morte de Selma Luísa da Silva, conhecida como Nicolio, finalmente teve início hoje. O crime, ocorrido em 1998, permanece sem resolução até o momento.
A Chegada das Partes e a Expectativa da Família
A movimentação em frente ao fórum de Ribeirão Preto foi intensa. Familiares da vítima chegaram por volta das 9h15, demonstrando a persistente dor e busca por justiça. Advogados de Pablo Rocha também compareceram, sob forte esquema de proteção. O Ministério Público, representado pelo promotor José Vicente Pinto Ferreira, que acompanha o caso há mais de 18 anos, expressou seu incômodo com a demora, ressaltando o direito da sociedade a uma resposta célere do judiciário.
O Imbróglio Jurídico e as Estratégias da Defesa
O julgamento enfrenta complexidades. A defesa de Pablo Rocha alega que a vítima se enroscou no carro acidentalmente, enquanto a promotoria sustenta a acusação de homicídio doloso triplamente qualificado, com agravantes como meio cruel e motivo fútil, o que pode resultar em uma pena de 12 a 30 anos de prisão. A defesa, por sua vez, argumenta que o caso se trata de um trágico acidente, buscando a absolvição do réu.
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A Longa Trajetória do Processo e as Controvérsias
A demora no julgamento foi atribuída a manobras da defesa, enquanto o advogado de Pablo Rocha acusa a justiça de incompetência e abusos. O processo foi adiado em diversas ocasiões, inclusive com intervenção do Supremo Tribunal Federal. O júri, presidido pelo juiz Giovanni Ferrazul, promete ser um marco na busca por justiça neste caso de grande repercussão.
A sociedade aguarda o veredito, esperando que este longo capítulo encontre um desfecho que traga algum alívio à família da vítima e reafirme a importância da responsabilização em casos de violência.



