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Julho Amarelo: mês conta com ações intensificadas para testagem e prevenção contra hepatites

Somente em 2024, Ribeirão Preto registrou 422 casos de hepatite B e 191 da C; médica hepatologista, Rosamar Rezende, comenta
Julho Amarelo
Somente em 2024, Ribeirão Preto registrou 422 casos de hepatite B e 191 da C; médica hepatologista, Rosamar Rezende, comenta

Somente em 2024, Ribeirão Preto registrou 422 casos de hepatite B e 191 da C; médica hepatologista, Rosamar Rezende, comenta

A cidade de Ribeirão Preto intensificou as ações da campanha Julho Amarelo, focada na testagem e prevenção das hepatites virais. A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde visa ampliar o acesso ao diagnóstico e reforçar a importância da prevenção dessas doenças.

Casos registrados em 2024: Segundo dados da vigilância epidemiológica do município, Julho Amarelo, até o momento foram registrados 422 casos de hepatite B e 191 casos de hepatite C.

Importância do diagnóstico precoce: A hepatologista Rosa Marresende explicou que as hepatites B e C são doenças silenciosas, Julho Amarelo, que podem não apresentar sintomas por anos ou décadas, mas que podem evoluir para condições graves como cirrose e câncer de fígado. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e possibilitar o tratamento adequado.

“Os testes gratuitos na Unidade Básica de Saúde e no Centro de Testagem e Acolhimento serão intensificados durante o mês, que é dedicado à conscientização sobre as hepatites”, afirmou a médica.

Testes e tratamento disponíveis: O teste rápido, realizado com uma picada na ponta do dedo, leva cerca de 10 minutos e detecta o contato com os vírus da hepatite B e C. Em caso de resultado positivo para hepatite C, é necessário realizar um exame confirmatório de carga viral por virologia molecular. Para hepatite B, são feitos testes sorológicos complementares e avaliação da carga viral para acompanhamento do tratamento.

“O tratamento para hepatite C é oferecido gratuitamente pelo SUS, com possibilidade de cura em mais de 95% dos casos, em um período de 12 semanas e com poucos efeitos colaterais”, destacou Rosa Marresende.

Vacinação e grupos de risco: A vacinação contra hepatite B faz parte do calendário infantil e está disponível para adultos que não foram vacinados. A vacina contra hepatite A também é oferecida pelo SUS para crianças de 1 a menos de 6 anos e para grupos específicos, como pacientes com doenças hepáticas crônicas e pessoas em uso de profilaxia pré-exposição (PrEP) para HIV.

“É importante que pessoas com mais de 40 anos, que podem ter sido expostas no passado, e grupos vulneráveis como profissionais do sexo, usuários de drogas e pacientes em terapia PrEP, façam os testes com regularidade”, recomendou a especialista.

Informações adicionais

A hepatologista ressaltou que a icterícia (coloração amarelada da pele e olhos) é um sintoma raro na fase inicial da doença, aparecendo geralmente em estágios avançados. Por isso, o teste diagnóstico é fundamental para identificar a infecção precocemente e iniciar o tratamento adequado.

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