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Juninho Fonseca, zagueiro da Seleção de 82, analisa o futebol brasileiro: ‘Tinhamos mais qualidade técnica’

Jogador de Copa do Mundo, Juninho fala sobre sua carreira no 'Papo Esportivo CBN', com Osvaldo Luiz
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Jogador de Copa do Mundo, Juninho fala sobre sua carreira no 'Papo Esportivo CBN', com Osvaldo Luiz

Jogador de Copa do Mundo, Juninho fala sobre sua carreira no ‘Papo Esportivo CBN’, com Osvaldo Luiz

Neste sábado, 26 de junho, o programa Papo Esportivo da CBN recebeu Juninho Fonseca, ex-jogador da seleção brasileira, para uma entrevista com Oswaldo Luís. A conversa, entre dois comunicadores, abordou diversos temas relacionados ao futebol, desde a qualidade técnica dos jogadores de diferentes épocas até a formação de atletas nas categorias de base.

Saudosismo e Mudanças no Futebol

Oswaldo Luís iniciou a entrevista relembrando a seleção brasileira de 1982, destacando o altíssimo nível técnico dos jogadores. Juninho Fonseca concordou, mas ponderou que o mundo mudou, e com ele, os comportamentos dos atletas, as plataformas de atuação e as estratégias de jogo. Embora o objetivo fundamental do futebol continue o mesmo — marcar gols —, as táticas e o estilo de jogo evoluíram. Juninho destacou a maior pressão pelo coletivo e a menor intensidade da individualidade.

A Qualidade Técnica em Debate

A conversa se aprofundou na comparação entre a qualidade técnica de gerações passadas e a atual. Oswaldo Luís argumentou que, antigamente, os zagueiros tinham mais recursos técnicos para sair jogando, enquanto hoje há uma tendência maior a devolver a bola para o goleiro. Juninho concordou, explicando que a posse de bola era diferente, projetando ações ofensivas de forma mais direta. Ele também criticou a forma como os jogadores recebem a bola de costas para o campo, dificultando a progressão ofensiva.

Formação de Atletas e Categorias de Base

A entrevista finalizou com uma discussão sobre a formação de atletas nas categorias de base. Juninho Fonseca criticou a falta de foco na individualidade técnica, argumentando que o trabalho coletivo só é eficaz se os jogadores tiverem suas habilidades individuais bem desenvolvidas. Ele usou a metáfora do ENEM para ilustrar a necessidade de os jogadores atingirem um nível mínimo de qualidade técnica antes de serem lançados em competições de alto nível. A falta de modelos e a ausência de profissionais experientes nas categorias de base também foram pontos relevantes na discussão. A entrevista destacou a preocupação com a formação de atletas de qualidade e a necessidade de um trabalho mais focado na individualidade técnica, sem deixar de lado o coletivo.

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