Júri de mulher acusada de matar namorado com nove facadas começa em Ribeirão Preto
O julgamento de Brenda Carolini Pereira Xavier, acusada pela morte do corretor de imóveis Carlos Felipe Camargo da Silva, teve início no fórum de Ribeirão Preto. O caso, que ocorreu em março do ano passado, levanta debates sobre a alegação de legítima defesa apresentada pela ré e a interpretação dos fatos pelo Ministério Público.
O Início do Julgamento e as Acusações
Desde as 10 horas da manhã, o júri popular, composto por sete pessoas, acompanha atentamente o desenrolar do julgamento. Brenda é acusada de homicídio triplamente qualificado e fraude processual, esta última relacionada à suposta alteração da cena do crime. A previsão é que o julgamento se estenda por dois dias, devido à quantidade de testemunhas a serem ouvidas, incluindo duas de acusação, duas de defesa, três testemunhas comuns e o depoimento da própria ré.
Contradições e a Perspectiva da Acusação
Carlos Felipe, de 29 anos, foi encontrado morto com nove facadas na residência que dividia com Brenda, no bairro Ribeirão Verde. Brenda confessou o assassinato, alegando legítima defesa, mas o delegado responsável pelo caso, Rodolfo Latif Ceba, apontou contradições em seu depoimento. Segundo o delegado, a quantidade de facadas, a região do corpo atingida e a tentativa de lavar a cena do crime não corroboram a tese de legítima defesa. O promotor Marco Túlio Nicolino reforçou essa visão, argumentando que as agressões alegadas por Brenda foram provocadas posteriormente para mascarar a situação.
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O Clamor por Justiça
A família de Carlos Felipe, representada por seu advogado, busca a condenação de Brenda, refutando a alegação de legítima defesa. A mãe de Carlos expressou sua dor e o desejo de que a justiça seja feita, destacando a banalização da vida e a importância de valorizar cada indivíduo. O julgamento continua, com a CBN acompanhando de perto e prometendo atualizações sobre este caso.
O desfecho deste julgamento é aguardado com grande expectativa, tanto pela família da vítima quanto pela sociedade, que busca respostas e justiça diante de um crime tão brutal.



