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Júri de policiais suspeitos de integrar grupo de extermínio é desmembrado

Crimes aconteceram há 21 anos e apenas o investigador Ricardo José Guimarães será julgado na segunda-feira
grupo de extermínio
Crimes aconteceram há 21 anos e apenas o investigador Ricardo José Guimarães será julgado na segunda-feira

Crimes aconteceram há 21 anos e apenas o investigador Ricardo José Guimarães será julgado na segunda-feira

A justiça de Ribeirão Preto decidiu desmembrar o julgamento dos quatro policiais civis acusados de duplo homicídio. Inicialmente, o julgamento popular estava marcado para a segunda-feira, dia 10, envolvendo o delegado Sérgio Salvador Siqueira e os investigadores Ricardo José Guimarães, Pedro Moret Junior e Fernando Carião Serrano.

Desmembramento do Julgamento

Por decisão da juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, apenas Ricardo José Guimarães será julgado na segunda-feira. O promotor Marcos Túlio Nicolino afirmou que a decisão não altera significativamente o panorama do julgamento, justificando o desmembramento pela dificuldade em localizar algumas testemunhas dos demais réus. O pedido de desmembramento partiu do advogado de Guimarães, César Augusto Moreira, alegando que o elevado número de testemunhas e o tempo reduzido de debate prejudicariam a defesa.

O Caso

Os quatro policiais são acusados de matar Enoque Oliveira Moura (18 anos) e Anderson Luiz de Souza (15 anos) em maio de 1996, no Parque Avelino Palma. O Ministério Público sustenta a tese de execução sumária, refutando a versão inicial de resistência seguida de morte. O promotor Marcos Túlio Nicolino acredita que a condenação de Guimarães influenciará o julgamento dos demais réus, reforçando a convicção do Ministério Público de que houve execução e manipulação de provas.

Julgamento e Consequências

O promotor se mantém confiante na justiça e acredita que a condenação de Guimarães fortalecerá a responsabilização dos outros três policiais. Os quatro são acusados de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. O caso permanece sob forte atenção da sociedade ribeirão-pretana, aguardando-se os desdobramentos do julgamento desmembrado.

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