Economista dá orientações para que consumidores não se percam e se afundem em dívidas
Juros do cartão de crédito atingem nível recorde, colocando consumidores em alerta
Juros exorbitantes e o perigo do rotativo
As taxas de juros do cartão de crédito atingiram o patamar mais alto da história em dezembro, chegando a 484,6% ao ano. Um aumento de 2,4 pontos percentuais em relação a novembro, representando um recorde histórico segundo dados do Banco Central, iniciados em março de 2011. Essa realidade financeira coloca muitos consumidores em uma situação delicada, principalmente aqueles que já estão gastando além da sua capacidade.
Histórias de endividamento: um alerta
Ricardo Belgam, por exemplo, relata sua experiência com o aumento do limite do cartão de crédito e o consequente acúmulo de dívidas. O limite inicialmente próximo ao seu salário foi aumentando gradualmente, até chegar a um ponto em que seus gastos superavam sua renda. A dificuldade em pagar as faturas o levou ao crédito rotativo, com juros ainda mais altos, criando uma bola de neve de dívidas. Sua história serve como um alerta para a importância do controle financeiro.
Leia também
Dicas para evitar o afogamento nas dívidas
Para o economista Donizete Trídico, a principal recomendação é evitar ao máximo o pagamento mínimo da fatura. O ideal é quitar o valor total no vencimento para evitar juros altos. Para aqueles que já estão endividados, ele sugere buscar empréstimos em outras instituições financeiras como alternativa ao crédito rotativo do cartão, que possui taxas ainda mais elevadas. Por outro lado, o publicitário Felipe Pep demonstra que, com disciplina e controle de gastos, o cartão de crédito pode ser um aliado. O importante é o equilíbrio e o planejamento financeiro para evitar o endividamento.
A alta dos juros do cartão de crédito exige atenção e cautela por parte dos consumidores. O controle dos gastos e a busca por alternativas de crédito mais acessíveis são fundamentais para evitar o afogamento em dívidas e garantir a saúde financeira.



