Juiz concordou com a defesa, que apontou que as roupas usadas pelo ex-atleta eram diferentes das utilizadas pelo suspeito
Em Franca, São Paulo, o ex-jogador João Paulo de Castro Ferreira foi absolvido pela Justiça pela acusação de participação na morte do vigia Adriano Costa durante um assalto a banco em outubro de 2022.
Inconsistências nas Evidências
A decisão do juiz Alexandre Semedo de Oliveira considerou a defesa apresentada pela equipe jurídica de João Paulo. As roupas usadas pelo ex-jogador eram diferentes das usadas pelo suspeito, e a defesa argumentou que ele não teria tempo hábil para uma troca de vestimentas. Apesar do reconhecimento de João Paulo por uma vítima sobrevivente, o juiz ponderou as inconsistências apresentadas.
Pedido de Nova Perícia e Argumentos da Defesa
Em maio de 2023, a defesa de João Paulo havia solicitado uma nova perícia nas imagens da troca de tiros ocorrida dentro do banco. O advogado Luiz Felipe Perrone destacou o trabalho técnico para demonstrar a inocência do ex-jogador, utilizando provas testemunhais, inquirição de testemunhas, provas documentais, imagens de segurança e perícias que comprovaram a não participação de João Paulo no crime. Com a absolvição, João Paulo deixa de ser considerado foragido, já que nunca se apresentou à polícia.
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Próximos Passos e Contexto do Caso
João Paulo, 40 anos, teve carreira no futebol profissional até 2017. O advogado criminalista Márcio Cunha explicou que o Ministério Público pode recorrer da decisão caso entenda haver fundamentos para a condenação. O crime ocorreu em 10 de outubro de 2022, na Avenida Brasil, quando Adriano Costa, 49 anos, foi morto a tiros durante uma ronda. Segundo a polícia, os criminosos estavam no telhado do banco e houve troca de tiros com o vigilante. A pena para latrocínio é superior a 20 anos de prisão.



