Entre os denunciados estão o ex-secretário da educação Ângelo Invernizzi, além de dois ex-superintendentes da Coderp
A Justiça de Ribeirão Preto aceitou a denúncia do Ministério Público contra o ex-secretário da Educação, Angelo Invernizzi, e outras pessoas, incluindo dois ex-superintendentes da Coderp (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto). Todos são acusados de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva.
Desvio de R$ 13 milhões
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o esquema criminoso desviou cerca de R$ 13 milhões dos cofres públicos em licitações fraudulentas para compra e manutenção de catracas para escolas municipais em 2013, durante a gestão da ex-prefeita Arsivera. As fraudes ocorreram em duas licitações da Coderp, uma para aquisição e outra para manutenção dos equipamentos.
Detalhes das Fraudes
Na primeira licitação (aquisição), houve combinação entre licitantes para que uma empresa específica vencesse, obtendo contratos de aproximadamente R$ 8 milhões. Na segunda (manutenção), as mesmas empresas trocaram de papéis, com outra empresa vencendo e firmando contratos de cerca de R$ 5 milhões. O Gaeco afirma que a Coderp foi utilizada para maquiar o esquema, e que houve pagamento de propina de aproximadamente R$ 1,3 milhão ao então diretor do Departamento de Educação, que posteriormente se tornou secretário da Educação.
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Reações e próximos passos
O Ministério Público solicitou e obteve o bloqueio de bens dos acusados, incluindo imóveis, dinheiro e veículos, para garantir o ressarcimento aos cofres públicos. A defesa de Davi Mansukuri, preso desde maio de 2022, afirmou que só comentará após tomar conhecimento da denúncia. Dimas Hermínio e sua esposa, Fabiana Martins, não irão se manifestar. O advogado de Angelo Invernizzi negou que seu cliente tenha recebido propina. A reportagem tentou contato com os advogados dos demais acusados, mas não obteve retorno.



