Ronan Ferreira da Cruz e Arsênio Dias teriam exigido que uma servidora fizesse um empréstimo e repassasse o dinheiro a eles
Vereadores de Guará se tornam réus por suspeita de “rachadinha”
O Caso da “Rachadinha” em Guará
Os vereadores Ronan Tafarel Ferreira da Cruz e Arcênio Amaro Dias (conhecido como Roizão) de Guará, são réus por suspeita de “rachadinha”. A denúncia do Ministério Público afirma que eles exigiram que uma funcionária comissionada da Câmara Municipal fizesse um empréstimo e repassasse o dinheiro a eles, em troca de manter seu emprego. A situação financeira da servidora teria se agravado após a morte do marido por Covid-19, tornando-a vulnerável à pressão dos vereadores, principalmente durante o período eleitoral para a Câmara Municipal (novembro e dezembro), quando Arcênio era candidato.
A Investigação e as Provas
O promotor Túlio Rosa explicou que a servidora gravou conversas com os parlamentares, apresentando as provas ao presidente da Câmara e ao Ministério Público. A gravação comprova a exigência do empréstimo, que deveria ser pago com o salário da servidora. Além da acusação de “rachadinha”, os vereadores também são acusados de perseguição à servidora após a gravação, na tentativa de fazê-la deletar o material. Apesar das dificuldades financeiras, a servidora se recusou a participar do esquema, agindo dentro da lei.
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Consequências e Próximos Passos
Com a aceitação da denúncia, os vereadores, afastados desde dezembro, permanecem fora do cargo por mais 90 dias. Eles respondem pelos crimes de concussão e perseguição, com restrições como a proibição de frequentar a Câmara, deixar a cidade sem autorização judicial e manter contato com a denunciante. O advogado de Arcênio Amaro Dias afirma que seu cliente colabora com a investigação e recorreu à Justiça para retornar ao cargo. A defesa de Ronan Tafarel Ferreira da Cruz e a Câmara de Vereadores de Guará não foram localizadas para comentar.



