Clayton Gomes, de 36 anos, suspeito de dirigir embriagado, na contramão, foi denunciado por homicídio doloso
A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público contra Clayton Gomes, 36 anos, acusado de homicídio doloso, embriaguez ao volante e tentativa de homicídio doloso. O contador atropelou e matou um segurança particular e feriu um motociclista, dirigindo embriagado na contramão.
O Acidente e suas Vítimas
Na manhã do dia 18 de janeiro, Flávio Antônio Priviato, 51 anos, seguia para casa após o trabalho quando foi atingido pelo carro de Gomes na Avenida Eduardo André Amatarras (Avianorte). Ele morreu no local. Minutos antes, Gomes havia atropelado Ariel Venâncio Marques, 20 anos, que sofreu fratura exposta na perna. Ariel relatou o ocorrido: “Eu sempre fiz aquele trajeto ali e foi tudo tão rápido que, pra mim, foi um pesadelo. Aí eu até estranhei, falei, nossa, um carro vindo na contramão e eu levei na inocência, né? Aí quando fui ver ele tacou o carro em cima de mim, eu tentei desviar com a moto, mas eu não consegui.”
Acusações e Pena
O promotor Marcos Túlio Nicolino explicou as acusações contra Gomes: “Ele responde por tentativa de homicídio doloso, um homicídio doloso consumado e embriaguez ao volante. Porque nós entendemos que o comportamento dele transcendeu a culpa, ele atingiu o dolo em razão de ter embriagado, dirigindo o carro em alta velocidade, na contramão de direção. Depois de ter atropelado uma pessoa, ele não parou pra socorrer essa pessoa, só seguiu na contramão de direção até atingir uma outra pessoa e matar.” A pena pode ultrapassar 30 anos de reclusão, considerando o homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificada e embriaguez ao volante. O promotor também lembrou que Gomes já foi condenado por homicídio culposo em 2008.
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Situação Atual
O advogado de defesa pediu liberdade provisória, mas, segundo o promotor, Gomes deve permanecer preso até o julgamento. Ariel, ainda se recuperando do acidente, relata prejuízos financeiros e dificuldades em voltar ao trabalho. O caso será julgado pelo Tribunal do Júri.



