Bloqueios e apreensão de bens da empresa também foram aprovados por 180 dias, que mesmo com dívidas, chegam a R$ 25 milhões
O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da Matriz Veículos, Justiça aceita pedido de recuperação judicial, concessionária localizada em Ribeirão Preto. A decisão suspende bloqueios e apreensões de bens da empresa por 180 dias, mesmo que esses estejam relacionados a dívidas que somam cerca de 25 milhões de reais.
O plano de recuperação judicial envolve três empresas do grupo e está na fase de elaboração das estratégias para definir como e quando os credores serão pagos. A Justiça de Ribeirão Preto determinou a suspensão dos bloqueios e apreensões durante esse período.
Entenda o processo de recuperação judicial
Segundo Fernando Correia da Silva Filho, advogado especialista em direito societário, a recuperação judicial é uma estratégia para que a empresa apresente um projeto aos credores, demonstrando como pretende quitar suas dívidas. O objetivo é permitir que a empresa volte a operar, gerando empregos, riqueza e cumprindo sua função social.
Leia também
Contexto e histórico da empresa: A Matriz Veículos atua em Ribeirão Preto há mais de 20 anos. O fundador, Eliezer de Fraga Silveira, está sendo investigado por um acidente ocorrido em 16 de março, quando atingiu a traseira de uma moto conduzida pelo entregador Regis Antonilo, de 36 anos. O entregador caiu e foi atropelado por outros veículos, vindo a falecer. Eliezer teria fugido do local com a moto presa ao para-choque por cerca de 7 quilômetros, do Anel Viário Sul até a Rodovia Antônio Machado Santana.
Motivos para a recuperação judicial e dívidas: No pedido de recuperação judicial, os advogados alegam dificuldades financeiras decorrentes da queda nas vendas dos veículos Kia no Brasil, uma das frentes comerciais do grupo, além dos desafios impostos pela pandemia. Atualmente, as dívidas do grupo ultrapassam 25 milhões de reais, valor que pode sofrer alterações ao longo do processo, conforme contestação ou apresentação de novos valores pelos credores.
Ordem de pagamento e duração do processo: Fernando Correia explica que as recuperações judiciais costumam durar cerca de quatro anos. A ordem de pagamento prioriza créditos trabalhistas, seguidos por créditos com garantia real, como bancos e instituições financeiras, e por último os credores comuns. O plano de recuperação definirá como cada classe de credores será paga.
Informações adicionais
Clientes da empresa podem ser incluídos no plano de recuperação judicial, mas isso não impede que, caso a caso, eles busquem medidas judiciais para receber seus créditos diretamente. A Matriz Veículos afirmou que todas as situações de clientes e credores serão resolvidas durante o processo de recuperação judicial. Acompanhar o andamento do caso é importante para atualizações futuras.



