Ricardo José Guimarães teria encomendado a morte de Thiago Xavier de Stefani, assassinado a tiros em 2003
O julgamento do ex-policial civil Ricardo José Guimarães, acusado de mandar matar Thiago Xavier de Estefany, de 21 anos, em 2003, foi adiado pela justiça. Thiago foi morto a tiros em sua casa, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto.
Adiamento do Julgamento
O júri popular, inicialmente marcado para o dia, foi adiado pelo promotor Marcos Túlio Nicolino. A decisão se baseia na necessidade de julgar primeiro, ou simultaneamente, Thiago, amigo do ex-policial e acusado de executar os disparos. Segundo o promotor, julgar Guimarães antes de Thiago poderia resultar em anulação do processo, uma vez que Guimarães não foi o executor direto do crime.
Detalhes do Crime e Condenações Anteriores
O crime ocorreu em 2003. Na época, a polícia encontrou maconha, três armas e uma imitação de metralhadora na casa da vítima. Guimarães, acusado de liderar um grupo de extermínio, está preso há dez anos na penitenciária de Tremembé. Ele já foi condenado a 72 anos de prisão em regime fechado pela morte de dois adolescentes em 1996 e será julgado em fevereiro de 2024 pela morte de Tatiana Assusena, em 2004. Guilherme Assusena, filho de Tatiana, tinha sete anos na época e testemunhou o crime.
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Defesa e Outros Envolvidos
Além de Guimarães, o investigador Rodrigo Canciã e Carina Grigoleto também serão julgados neste processo. O advogado de defesa de Guimarães, César Augusto Moreira, afirma que seu cliente é inocente. O caso teve repercussão na Rádio CBN Ribeirão Preto.
O adiamento do julgamento levanta questionamentos sobre a complexidade do caso e a necessidade de esclarecer a participação de cada envolvido na morte de Thiago Xavier de Estefany. A espera por justiça continua para a família da vítima e para a sociedade.



