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Justiça afasta 53 servidores concursados da Prefeitura de Terra Roxa

Justiça afasta 53 servidores concursados da Prefeitura de Terra Roxa
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Justiça - divulgação

Justiça afasta 53 servidores concursados da Prefeitura de Terra Roxa

A Justiça de São Paulo determinou o afastamento de 53 funcionários públicos concursados da prefeitura de Terra Rocha, após denúncias de fraude no processo seletivo. A decisão, que entrou em vigor em 15 de dezembro, também suspende o pagamento dos salários dos servidores até a conclusão das investigações conduzidas pelo Ministério Público (MP).

Investigação Aponta Manipulação no Concurso

O concurso, realizado em março de 2024 e homologado rapidamente em abril, é alvo de suspeitas de manipulação. Segundo o MP, a ex-primeira dama do município, Maria Virgínia do Arte Mônaco, teria ordenado a aprovação de um candidato e o aumento da nota de outra candidata. A denúncia anônima levou o promotor Vinicius Pasquietto Amaral a iniciar a apuração dos fatos, que correm em segredo de justiça.

Impacto na Administração Municipal

O afastamento dos funcionários, que ocupavam cargos nas áreas de educação e saúde, representa um desafio para a administração municipal. O atual prefeito, Rogério Rafael Furline, expressou preocupação com a falta que esses servidores farão, especialmente na retomada das atividades escolares. Ele mencionou que a assistência social está prestando apoio aos funcionários afetados, muitos dos quais tiveram seus sonhos profissionais frustrados.

Possíveis Conexões Políticas e Próximos Passos

O prefeito Furline também levantou suspeitas sobre a ligação de alguns candidatos aprovados com a gestão anterior, mencionando que parte deles trabalhou na campanha política do ex-prefeito Valdir Monaco Filho. A administração municipal busca agora orientação do Ministério Público para definir os próximos passos e garantir que os direitos de todos os envolvidos sejam respeitados. O advogado e professor de direito da USP, Daniel Pacheco, ressalta que o processo ainda está em fase inicial e que a Justiça poderá ouvir os envolvidos e o Ministério Público poderá apresentar novas denúncias. Pacheco ainda aponta que, dependendo do andamento das investigações, pode haver enquadramento no artigo 311a do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 4 anos.

A CBN continua buscando o posicionamento da ex-primeira dama e do ex-prefeito de Terra Rocha. Novas atualizações sobre o caso serão divulgadas assim que disponíveis.

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