Provedor e gerente são investigados por omissão em cobranças de cirurgias do SUS
Nesta segunda-feira, José Venâncio e Rosely Destre, respectivamente provedor e gerente administrativa de um hospital, foram conduzidos coercitivamente para prestar esclarecimentos à polícia. A ação, que incluiu mandados de busca e apreensão no hospital e na residência do casal, é resultado de uma investigação iniciada em novembro do ano passado, após denúncia de uma idosa que alegou ter sido operada sem anestesia completa devido à falta de pagamento ao médico.
Indícios de Conhecimento do Esquema
Segundo o delegado Rafael Faria Domingos, há indícios de que o casal tinha conhecimento das cobranças ilegais. Uma funcionária do hospital confirmou em depoimento que o provedor e a gerente administrativa sabiam do esquema. O enquérito investiga a omissão do casal, que, como dirigentes, tinham o dever de impedir ou tentar impedir as cobranças ilegais. Não há, no entanto, indícios de participação ou enriquecimento ilícito por parte deles.
Investigação em Andamento
Os médicos Mohamed Tarrar e Glauco Carrara, já indiciados no caso, negam as acusações. O advogado de um dos médicos afirma que o profissional cobrava para manter um aparelho próprio para realização de exames. Durante as buscas, foram apreendidos prontuários médicos (que podem ter sido adulterados), computadores e celulares. O casal pode responder por omissão no crime de corrupção passiva.
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Desdobramentos e Próximos Passos
Após a denúncia inicial, outras pessoas procuraram a polícia relatando situações semelhantes, resultando em seis inquéritos em andamento. O casal está proibido de retornar ao hospital. Os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia, e a polícia espera concluir o inquérito em até 30 dias. Os advogados do casal não foram encontrados para comentar o caso.



