Empresário que atropelou jovem em 2013 vai à júri popular; Guimarães será julgado por crime no exterior
Dois casos de grande repercussão na região de Ribeirão Preto tiveram novidades nos tribunais recentemente. O empresário Alexandro X Sato, acusado de atropelar e matar os jovens Marcos de Le Frat em 2013, durante protestos, irá a júri popular. Já o ex-policial civil Ricardo José Guimarães será julgado por um crime no exterior.
Caso Alexandro X Sato: Rumos do Júri Popular
A decisão sobre o júri popular para Alexandro X Sato foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nesta terça-feira. Ainda não há data definida para o julgamento. A família das vítimas considera a decisão uma vitória, assim como a advogada Michelle Lino, que acompanha o caso. Ela afirma que esperava pela decisão, considerando improvável a tentativa da defesa em desqualificar o crime de homicídio. O promotor Marco Túlio Nicolino também se manifestou, afirmando que a decisão representa uma vitória para a acusação. A expectativa é que o júri popular ocorra apenas em 2018.
Caso Ricardo José Guimarães: Julgamento no Exterior
Ricardo José Guimarães, ex-policial civil condenado a 72 anos de prisão pela morte de dois jovens em 1996, atrásra responde por acusações de assassinato de dois policiais federais em 2005 na fronteira do Uruguai com o Brasil. Os policiais davam apoio à entrada de mercadorias ilícitas no país, mas teriam começado a extorquir contrabandistas. Guimarães teria sido contratado para matá-los. Ele também é apontado como braço direito do empresário José Antonio Martins, considerado um chefe do contrabando no Brasil. O julgamento no Uruguai estava previsto para 17 de atrássto, no Tribunal do Júri do Foro Estadual da Justiça de Ribeirão Preto.
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Reflexões sobre os Casos
Embora os casos sejam distintos, o promotor Marco Túlio Nicolino destaca que uma eventual condenação de Guimarães no exterior poderá influenciar julgamentos futuros, demonstrando sua vinculação ao crime e personalidade distorcida. Isso poderá impactar na fixação da pena em processos futuros, mas não altera os fatos apurados em Ribeirão Preto.



