Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
A tarde de hoje é marcada pela exumação do corpo do bebê João Pedro no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto. A exumação foi autorizada pela justiça após o pedido do advogado da família, que busca esclarecer as circunstâncias do sepultamento.
Entenda o Caso
Estela Cardoso, mãe de João Pedro, enfrentou uma gestação de risco devido a problemas pulmonares do bebê. João Pedro faleceu dois dias após o nascimento. O advogado Daniel Rondt justifica a exumação como um meio de confirmar se o corpo da criança foi realmente sepultado no local indicado, uma vez que o enterro ocorreu sem a presença dos pais ou familiares.
O Sepultamento Controverso
A família aguardava a liberação do corpo, que ocorreu por volta das 11h30. A funerária, responsável pelos preparativos, comunicou aos familiares sobre o sepultamento, que estava marcado para as 13h, com apenas 10 a 15 minutos de antecedência. Ao chegarem ao cemitério, por volta das 13h20, os pais constataram que a criança já havia sido enterrada às 13h06, sem a presença de nenhum familiar. O pai da criança havia pago pelo serviço funerário, mas o sepultamento ocorreu sem a sua presença.
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Posicionamento do Cemitério e Investigação
O administrador do Cemitério Bom Pastor, Ribertino Henrique da Silva, afirma que não houve falha por parte dos funcionários, que seguiram o procedimento padrão com base nas informações fornecidas pela funerária. Segundo ele, a funerária apresentou a certidão de óbito e, como a família não estava presente, o sepultamento prosseguiu. A Polícia Civil realizará uma perícia às 15h para confirmar se o corpo enterrado é de fato o de João Pedro da Silva, investigando a suspeita de ocultação. Caso a identificação seja confirmada, o advogado da família, Daniel Rondt, pretende entrar com uma ação legal contra os responsáveis.
O caso segue sob investigação, buscando esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades no sepultamento do bebê João Pedro.



