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Justiça autoriza exumação do corpo da irmã de Luiz Garnica para apurar causas da morte dela

Polícia Civil busca apurar se Nathalia Garnica também foi envenenada, assim como Larissa Rodrigues, esposa do médico
Justiça autoriza exumação do corpo da
Polícia Civil busca apurar se Nathalia Garnica também foi envenenada, assim como Larissa Rodrigues, esposa do médico

Polícia Civil busca apurar se Nathalia Garnica também foi envenenada, assim como Larissa Rodrigues, esposa do médico

A Justiça autorizou a exumação do corpo de Natália Garnica, Justiça autoriza exumação do corpo da, irmã do médico Luiz Antônio Garnica, preso suspeito de envenenar a esposa, Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto. O pedido foi feito pela Polícia Civil, que investiga a possibilidade de Natália também ter sido vítima de envenenamento.

No mesmo dia, uma mulher de 26 anos, apontada no processo como amante do médico, prestou um novo depoimento na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto. Segundo o Ministério Público, que acompanhou a oitiva de cerca de uma hora, a mulher afirmou que Luiz Antônio teria demonstrado preocupação com a divisão de bens em caso de divórcio antes da morte de Larissa.

Depoimento da suposta amante: O promotor de justiça Marcos Túlio Nicolino solicitou a nova oitiva da mulher, que mantinha relacionamento amoroso com o médico. Ela relatou que Luiz Antônio frequentava sua casa e dormia lá com certa frequência. O promotor explicou que o médico teria tentado criar um álibi, sendo visto publicamente em um cinema com a mulher na noite anterior ao crime, mas que esse álibi não se sustenta diante da suspeita de envenenamento.

Detalhes da investigação: A informação de que Luiz Antônio dormiu com a amante na noite anterior à morte de Larissa consta em dois momentos da investigação: no depoimento do médico antes da prisão, quando confirmou o caso extraconjugal, e no primeiro depoimento da mulher, em 11 de abril. Ela afirmou que o relacionamento durou cerca de um ano e meio e que, na sexta-feira anterior à morte, 21 de março, foram ao cinema e passaram a noite juntos. Na manhã do dia 22, Luiz Antônio teria deixado a casa dela e, pouco depois, ligou para informar que Larissa estava morta.

Aspectos jurídicos: O professor de direito da USP, Daniel Pacheco, comentou que o fato de o suspeito não estar no local do crime não exclui sua participação, pois ele pode ter agido por meio de terceiros. O laudo toxicológico confirmou a presença de chumbinho no corpo de Larissa, e Luiz Antônio e sua mãe, Elizabeth Arabaça, são os principais suspeitos. Elizabeth teria procurado veneno cerca de 15 dias antes do crime, segundo testemunha.

Posição da defesa: Os advogados do médico afirmam que não receberam todas as informações necessárias para a defesa e contestam pontos da acusação, como a alegada preocupação com o divórcio, o caso extraconjugal e a tentativa de criar álibi. Segundo a defesa, o casal não estava em processo de divórcio, o relacionamento do médico com a amante era público e frequente, e não há provas que liguem Luiz Antônio à morte de Larissa.

Informações adicionais

As prisões de Luiz Antônio e Elizabeth completaram uma semana. A polícia continua buscando provas que liguem os dois ao envenenamento. Elizabeth afirmou que esteve no apartamento da sogra na noite anterior à morte, mas imagens de câmeras de segurança do local ainda não foram divulgadas, podendo ter sido apagadas. O Ministério Público avaliará as provas para decidir sobre o oferecimento da denúncia.

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