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Justiça avalia pedido da Polícia para prisão de homem responsável por disparos que matou Ruan Godoi

Inconsistências nos depoimentos ao longo da investigação ainda precisam ser avaliadas; Rafael Mazucato confessou os disparos
Justiça avalia pedido da Polícia
Inconsistências nos depoimentos ao longo da investigação ainda precisam ser avaliadas; Rafael Mazucato confessou os disparos

Inconsistências nos depoimentos ao longo da investigação ainda precisam ser avaliadas; Rafael Mazucato confessou os disparos

A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido da polícia para prender Rafael Mazucato, Justiça avalia pedido da Polícia para prisão de homem responsável por disparos que matou Ruan Godoi, acusado de atirar na cabeça de um jovem em Ribeirão Preto. O pedido de prisão foi feito pela polícia na quarta-feira, após a constatação de inconsistências nos depoimentos colhidos durante a investigação, incluindo o próprio de Rafael Mazucato, que confessou o disparo, e o de Francisco Mocio Jr., que teria pilotado a moto usada para levar o atirador até o local do crime.

O processo para a decretação da prisão preventiva envolve uma série de etapas burocráticas: o pedido sai da delegacia, passa pelo Ministério Público e, por fim, cabe ao juiz decidir sobre a expedição do mandado de prisão. O advogado de Rafael Mazucato afirmou que, caso o pedido fosse aceito, seu cliente se entregaria voluntariamente à polícia, o que ainda não ocorreu devido à demora na análise do pedido.

Contexto do crime: Rafael Mazucato confessou ter atirado em Juan Godoy, um jovem de 22 anos, no estacionamento da Baixada, durante a madrugada do último domingo. O motivo do disparo foi uma briga envolvendo um funcionário do estacionamento, com quem Rafael teve um desentendimento relacionado ao pagamento pelo uso da vaga. Juan Godoy, que não tinha relação com o conflito, foi atingido por engano ao buscar seu veículo no local.

Segundo a polícia civil, Juan Godoy foi confundido com o funcionário do estacionamento que havia sido agredido minutos antes por Rafael. Após a agressão, o suspeito teria retornado armado e efetuado os disparos. Juan foi atingido na cabeça enquanto realizava o pagamento do ticket do estacionamento.

Consequências e estado da vítima: Juan Godoy foi socorrido e internado em estado grave na unidade de emergência do Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. A família confirmou a morte cerebral do jovem na noite de terça-feira. Juan trabalhava durante o dia em uma borracharia e fazia bicos à noite, além de ajudar uma banda que se apresentava próximo ao local do crime.

A família da vítima manifestou o desejo de que o responsável pelo disparo seja devidamente punido. O delegado responsável pelo caso, Rodolfo Flative Ceba, afirmou que o suspeito demonstrou arrependimento durante o depoimento e indicou o local onde a arma utilizada no crime foi escondida.

Investigação e depoimentos: Rafael Mazucato apresentou-se à polícia na segunda-feira e confessou o crime, colaborando com as investigações ao indicar a localização da arma. Francisco Mocio Jr., que pilotava a moto usada para transportar o atirador até o estacionamento, também prestou depoimento.

O advogado de Rafael afirmou que o cliente pretendia apenas assustar o funcionário do estacionamento, que minutos antes havia agredido Rafael com chutes em um desentendimento relacionado ao pagamento da vaga. No entanto, o disparo acabou atingindo Juan Godoy, que estava no local sem qualquer envolvimento na briga.

Panorama

O caso ainda está em fase de investigação e o pedido de prisão preventiva de Rafael Mazucato aguarda decisão judicial. A polícia continua apurando os fatos para esclarecer todas as circunstâncias do crime e garantir que a justiça seja feita.

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