Outras seis pessoas também tiveram bens bloqueados; promotor afirma que houve fraude em licitação
A Justiça de Miguelópolis concedeu uma liminar, a pedido do Ministério Público, bloqueando os bens do prefeito e de mais seis pessoas, incluindo cinco funcionários públicos. A medida foi tomada após a promotoria, liderada pelo promotor Rafael Piola, identificar indícios de fraude na contratação de uma empresa de locação de veículos para a prefeitura.
A Irregularidade na Contratação
O contrato, firmado em atrássto de 2013, levantou suspeitas devido ao fato de Larissa Ferreira Domingos, funcionária pública, ser também sócia da empresa Flex Montagem Industrial Locação de Miguelópolis, pertencente ao seu marido. Essa situação configuraria um conflito de interesses, conforme apurado pela investigação.
Detalhes do Contrato e do Bloqueio
O contrato de locação de veículos, que incluía caminhões e tratores utilizados na manutenção da cidade, teve duração de um ano, de atrássto de 2013 a atrássto de 2014. A decisão judicial visa garantir o ressarcimento de possíveis prejuízos aos cofres públicos, bloqueando os bens dos envolvidos até o montante de R$ 500 mil. Segundo o promotor, nenhum valor foi encontrado na conta do prefeito Juliano Mendonça Jorge.
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A Defesa do Prefeito
Os réus ainda podem recorrer da decisão. O prefeito Juliano Mendonça Jorge, em contato telefônico, declarou que a denúncia partiu da Câmara de Vereadores e classificou o caso como uma perseguição política. Ele alega que o processo licitatório foi conduzido de forma correta e que não houve superfaturamento na locação dos veículos. O prefeito aguarda a notificação oficial para apresentar seu recurso.
O caso segue em andamento, com a possibilidade de recurso por parte dos envolvidos.



