Gaeco suspeita que a propriedade do ex-parlamentar, que é genro de Dárcy Vera, foi usada para lavar de dinheiro
A Justiça bloqueou os sítios do genro da ex-prefeita Darci Vera e do ex-vereador Evaldo Mendonça Sausiló. A suspeita do Gaeco é de que as propriedades foram adquiridas com dinheiro de propina.
Sítio em Minas Gerais
O imóvel em Fortaleza de Minas Gerais, avaliado em R$ 985 mil, teria sido comprado em 2013, cerca de um mês após a advogada Maria Zuele Librande começar a receber honorários de um acordo de 28% em ação movida em nome dos servidores de Ribeirão Preto contra perdas salariais do Plano Collor. A investigação aponta que o sítio possui 42 hectares e 80 mil pés de café.
Investigação e suspeitas
As suspeitas sobre o imóvel surgiram após a apreensão de documentos no gabinete do ex-vereador durante a Operação Cêvandíja em setembro de 2022. Entre os documentos, um contrato de compra e venda do sítio e uma nota promissória de R$ 80 mil. O ex-vereador não declarou a propriedade em seu nome nem a receita correspondente. A ex-prefeita Darci Vera prestou depoimento, mas evitou responder a perguntas da promotoria e do juiz, respondendo apenas à defesa. O juiz da 4ª Vara Criminal, Lúcio Alberto Enés da Silva Ferreira, demonstrou interesse em saber como o genro da ex-prefeita conseguiu comprar a propriedade.
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Depoimentos e desfecho
Segundo Wagner Rodríguez, ex-presidente do sindicato dos servidores e delator do esquema, a ex-prefeita teria recebido R$ 7 milhões em propinas. O ex-vereador, em depoimento, alegou que o sítio foi comprado com recursos próprios da venda de uma casa da família. A reportagem da IPTv não conseguiu entrevista com Giló. A investigação continua em andamento.



