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Justiça cancela audiência da Operação Houdini que investiga Sandro Rovani

Testemunhas de acusação seriam ouvidas, mas um dos advogados pediu vista; suspeita é de esquema de lavagem de dinheiro
Operação Houdini
Testemunhas de acusação seriam ouvidas, mas um dos advogados pediu vista; suspeita é de esquema de lavagem de dinheiro

Testemunhas de acusação seriam ouvidas, mas um dos advogados pediu vista; suspeita é de esquema de lavagem de dinheiro

O cancelamento da audiência que investigava a Operação Holdin, braço da Operação Sevandija, foi remarcado para 12 de dezembro. A operação apura crimes de lavagem de dinheiro envolvendo Sandro Rovane, ex-advogado do sindicato dos servidores, e Marcelo Girgomes, seu advogado.

Adiamento da Audiência

A audiência, inicialmente marcada para o dia 8 de novembro, foi adiada devido à assinatura de um acordo de delação premiada por uma das testemunhas de acusação. Isso levou os advogados de defesa a solicitarem mais tempo para analisar os novos documentos apresentados. O juiz Lucio Enneias Ferreira da Silva acatou o pedido, remarcando a audiência para 12 de dezembro, às 9h15.

Detalhes da Operação Holdin

Segundo o promotor Frederico de Camargo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), a partir de 12 de dezembro serão ouvidas as testemunhas de acusação. Uma das testemunhas que firmou acordo de delação premiada é o empresário José Ricardo Arruda, dono de uma concessionária usada como intermediária na lavagem de dinheiro. Outra testemunha é Eliezer de Fraga Silveira, funcionário de uma concessionária. A operação investiga a lavagem de mais de um milhão de reais, com Sandro Rovane, Marcelo Girgomes, Anna Claudia Silveira (filha de Sandro) e Paulo Roberto Nogueira como envolvidos.

Próximos Passos

Com a apresentação de novos documentos e a delação premiada, o processo da Operação Holdin deve prosseguir de forma mais célere. As audiências com as testemunhas de acusação se iniciarão em 12 de dezembro, e o processo deve se estender até o início de 2019. A soltura de Marcelo Girgomes, que obteve habeas corpus, não afetou significativamente as investigações, segundo o Gaeco, pois a maior parte das provas já havia sido coletada.

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