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Justiça cogita julgamento por júri popular no caso Itaberly

Mãe do garoto, morto em janeiro deste ano, e outros dois jovens são os principais suspeitos do crime
júri popular
Mãe do garoto, morto em janeiro deste ano, e outros dois jovens são os principais suspeitos do crime

Mãe do garoto, morto em janeiro deste ano, e outros dois jovens são os principais suspeitos do crime

A Justiça de Cravinhos decidiu levar a júri popular Tatiana Ferreira Losano Pereira, mãe de Itaberli Losano, morto em 2016, aos 17 anos. Também serão julgados Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, de 19 e 18 anos, respectivamente, todos acusados de homicídio triplamente qualificado.

O Crime e as Acusações

Itaberli foi encontrado esfaqueado e carbonizado em 7 de janeiro de 2016. A acusação aponta para homicídio triplamente qualificado: motivo torpe (moralmente reprovável), meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O promotor Vandere Leitrinde considera a decisão correta, afirmando que a motivação homofóbica, alegada pela defesa, não foi comprovada.

Defesas e Recursos

A defesa de Tatiana Pereira argumenta falta de provas cabais de sua participação no homicídio, alegando que o processo é confuso. O advogado Milton Paulino Pereira Junior admite a possibilidade de condenação por ocultação de cadáver, mas nega a participação dela no homicídio. Já a defesa de Victor e Miller, representada por Flávio Tia Pulo, discorda da decisão, alegando equívoco da Justiça e a falta de provas concretas de sua participação no crime. Eles planejam recorrer da decisão e solicitar um habeas corpus para a soltura dos jovens.

Outras Condenações e Recursos

O padrasto de Itaberli, Alex Cantelli Pereira, também teve sua prisão preventiva decretada, mas a defesa, representada por Hamilton Paulino, acredita em sua soltura por falta de provas. O promotor Vandere Leitrinde considera a alegação de Alex, de que estava dormindo durante o crime, absurda. Os recursos serão julgados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com previsão de decisão somente em 2018.

O caso permanece complexo, com diferentes versões e recursos em andamento, aguardando a decisão final da justiça.

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