Investigação apura um desvio de R$ 6 milhões nos cofres públicos de Miguelópolis entre 2013 e 2015
A Justiça de Miguelópolis proferiu sua primeira sentença sobre a Operação Cartas em Branco, que investigou o desvio de R$ 6 milhões dos cofres públicos entre 2013 e 2015. Doze pessoas foram condenadas a penas que variam de 1 ano e 6 meses a 5 anos e 10 meses, além de multas e proibição de assumir cargos públicos por 8 anos. Cinco réus foram absolvidos, sendo que duas absolvições foram solicitadas pela própria promotoria.
Condenações e Recursos
As condenações foram em regime aberto e semi-aberto. O promotor Rafael Piola afirmou que a promotoria analisará o julgamento e poderá recorrer, buscando penas mais severas para os condenados ou um novo julgamento. Há possibilidade de recurso também em relação às absolvições.
A Operação Continua
Apesar desta primeira sentença, a Operação Cartas em Branco está longe do fim. Foram oferecidos 50 denúncios, restando ainda 40 processos criminais em andamento. Entre os investigados estão o ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge, acusado de liderar o esquema, e outras figuras importantes da administração municipal, como o ex-vice-prefeito e vereadores. A promotoria espera penas mais altas para os principais envolvidos.
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Desdobramentos e Próximos Passos
A operação, deflagrada em abril de 2016, envolve 27 pessoas investigadas por fraude em licitações de transporte escolar, compra de materiais e consultorias. Além dos políticos, também estão envolvidos advogados, empresários e familiares do ex-prefeito. Embora o tempo total de duração seja incerto, os principais processos estão em fase final e novas sentenças podem ser divulgadas ainda este ano.



