Entre os condenados estão sete ex-vereadores; investigação apontou desvio de R$ 6 milhões da Prefeitura entre 2013 e 2015
Mais 14 pessoas foram condenadas na segunda-feira pela justiça, em decorrência da Operação Cartas em Branco, por envolvimento em um esquema de desvio de R$ 6 milhões na Prefeitura de Miguelópolis.
Condenações e Penas
Entre os condenados estão sete ex-vereadores, ex-funcionários públicos e comerciantes. Os crimes incluem corrupção passiva, organização criminosa e usurpação de função pública. As penas variam de 4 a 14 anos de prisão, em regime semi-aberto e fechado, além do pagamento de multas. Três réus foram absolvidos.
Investigação e Recursos
O promotor Rafael Piola, do Gaeco de Franca, destacou a importância da condenação dos ex-vereadores, comprovando sua participação em organização criminosa e atos de corrupção junto ao ex-prefeito, que já se encontra preso. Apesar da condenação, os réus podem recorrer em liberdade. O Gaeco havia pedido a prisão preventiva dos envolvidos e aguarda decisão da justiça sobre recursos apresentados.
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Outras Condenações e Desdobramentos
A operação investiga cerca de 50 processos, resultantes de uma força-tarefa iniciada em 2016. As investigações apontam fraudes em contratos de transporte escolar, compras de materiais e consultorias. O ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge foi condenado a 19 anos e 10 meses de prisão em outro processo, também por desvio de dinheiro público. O ex-prefeito está preso desde abril de 2016 e também teve seus direitos políticos cassados. Tarciso Rodrigues Barbosa, outro ex-prefeito, foi condenado a 10 anos e 4 meses de prisão. Todos os condenados podem recorrer das sentenças.
As condenações demonstram o avanço das investigações sobre o esquema de corrupção em Miguelópolis, impactando diretamente os envolvidos e a população. O caso segue em andamento, com outros processos pendentes de julgamento.



