Grupo foi descoberto em novembro de 2023 na operação Maré Alta; Segundo o Ministério Público, envolvidos ameaçavam as vítimas
A segunda vara criminal de Franca condenou à prisão em regime fechado dez pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa envolvida em práticas de agiotagem na cidade — Justiça condena à prisão integrantes de quadrilha de agiotagem que movimentou R$ 19 milhões —. A decisão judicial foi baseada em investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público.
Segundo o Ministério Público, o grupo movimentou cerca de 19 milhões de reais ao longo de três anos por meio de empréstimos ilegais com cobranças extorsivas. A operação que revelou as atividades ilícitas, denominada “Maré Alta”, foi deflagrada em novembro de 2023.
Detalhes da condenação e acusações: Os réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e agiotagem. A justiça acolheu os argumentos e as provas apresentadas pelo Ministério Público, que demonstraram que as cobranças feitas às vítimas envolviam juros em torno de 30% ao mês.
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As defesas dos acusados foram procuradas para comentar a decisão, mas não enviaram respostas até o momento.
Funcionamento da organização criminosa: De acordo com a acusação, o líder do grupo movimentava cerca de 650 mil reais por mês apenas com a cobrança dos juros dos empréstimos ilegais. Grande parte dos recursos obtidos vinha de empresários que financiavam a organização, recebendo um retorno mensal estimado entre 8% e 10% do valor investido.
As vítimas da agiotagem eram submetidas a ameaças e violência por parte dos membros do grupo. Além disso, os criminosos utilizavam os nomes de parentes das vítimas como forma de intimidação, aumentando o clima de medo e pressão para o pagamento das dívidas.
Contexto e impacto da operação: A operação “Maré Alta” representou um esforço conjunto do Ministério Público e das forças de segurança para desarticular uma rede criminosa que atuava de forma organizada na cidade de Franca. A investigação revelou a complexidade do esquema, que envolvia lavagem de dinheiro e financiamento por empresários locais.
Com a condenação dos dez acusados, a justiça busca coibir práticas ilegais que prejudicam a economia local e expõem as vítimas a situações de risco e vulnerabilidade.
Entenda melhor
Agiotagem é a prática ilegal de empréstimo de dinheiro com cobrança de juros abusivos, geralmente acima dos limites permitidos por lei. Organizações criminosas que atuam nesse ramo costumam utilizar violência e ameaças para garantir o pagamento das dívidas, configurando crimes como extorsão e organização criminosa.



