CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Justiça condena dois irmãos ex-prefeitos de Igarapava por corrupção

Carlos Augusto e Sérgio Augusto de Freitas fariam parte de um esquema que desviou mais de seis milhões da prefeitura
corrupção de prefeitos
Carlos Augusto e Sérgio Augusto de Freitas fariam parte de um esquema que desviou mais de seis milhões da prefeitura

Carlos Augusto e Sérgio Augusto de Freitas fariam parte de um esquema que desviou mais de seis milhões da prefeitura

Irmãos ex-prefeitos de Garapava são condenados a mais de 100 anos de prisão por corrupção

Esquema de corrupção milionário

Em uma decisão recente da justiça de Garapava, dois irmãos que ocuparam o cargo de prefeito na cidade foram condenados a penas que somam mais de 100 anos de prisão. Carlos Augusto e Sérgio Augusto de Freitas foram acusados de participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 6 milhões dos cofres públicos. A denúncia aponta para fraudes em licitações, com o dinheiro sendo desviado para vários políticos. A delação premiada feita pelos irmãos em junho do ano passado detalhou como o esquema funcionou durante o período em que eles comandaram a cidade, entre 2012 e 2016, acumulando riqueza com fazendas em Minas Gerais e apartamentos de luxo em Ribeirão Preto.

As Condenações

Carlos Augusto de Freitas, ex-prefeito, recebeu uma pena de 65 anos de prisão. Seu irmão, Sérgio, considerado seu braço direito, foi condenado a 40 anos. As defesas de ambos alegam falhas no processo, questionando a validade das provas apresentadas e a dependência excessiva nos depoimentos dos delatores, que também eram réus em outros processos relacionados aos mesmos fatos. Os advogados afirmam que as condenações se baseiam apenas em depoimentos de delatores, sem provas concretas que comprovem a participação dos irmãos nos crimes imputados.

Recurso à Justiça

As defesas de Carlos Augusto e Sérgio Augusto de Freitas pretendem recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça, buscando a anulação das condenações e a redução das penas. A argumentação central da defesa gira em torno da fragilidade das provas, baseadas principalmente nos depoimentos dos delatores, que, segundo os advogados, possuem interesse em reduzir suas próprias penas. A expectativa é que o processo tenha continuidade nas instâncias superiores, com a defesa buscando demonstrar a inconsistência das acusações e a ausência de provas robustas para sustentar as condenações.

O caso demonstra a complexidade de investigações de corrupção e a importância do devido processo legal, garantindo a ampla defesa e o contraditório em todas as fases do processo judicial. A sentença, por sua vez, reforça a necessidade de combate à corrupção e a importância da transparência na gestão pública.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.