Douglas da Silva Teixeira matou Thabata Caroline Gonçalves por não aceitar o fim do relacionamento; crime ocorreu em 2021
Ex-policial condenado por feminicídio
Crime passional em Franca
Douglas da Silva Teixeira foi condenado a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio de sua ex-namorada, Tábata Carolina Gonçalves. O julgamento, realizado nesta quinta-feira no Fórum de Franca, decretou a pena máxima para o crime ocorrido em 2021.
Detalhes do caso
Tábata, de 34 anos, foi encontrada morta dentro de um carro abandonado na chácara dos pais de Douglas. O laudo pericial apontou que a vítima foi baleada do lado direito da cabeça. Douglas, ex-soldado da Polícia Militar expulso da corporação há dois anos, confessou o crime, alegando que o disparo foi acidental, em uma tentativa de impedir um suicídio da vítima. No entanto, a perícia refutou essa versão.
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Relação conturbada e motivação
O casal manteve um relacionamento de dois anos marcado por ciúmes e desentendimentos. A separação estava em curso quando o crime ocorreu. Familiares de Tábata afirmam que Douglas insistia em reatar o relacionamento, o que reforça a tese de crime passional. A defesa de Douglas ainda não se manifestou sobre o veredito.
Com a sentença, Douglas, que estava preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, cumprirá sua pena em uma penitenciária comum. O caso chocou a cidade de Franca e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher.



