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Justiça condena Prefeitura a indenizar família de jovem que morreu após receber quatro diagnósticos de saúde diferentes

Gabriela Zafra tinha meningococcemia, mas após consultar em três unidades de saúde recebeu remédios para outras doenças
indenização por erro médico
Gabriela Zafra tinha meningococcemia, mas após consultar em três unidades de saúde recebeu remédios para outras doenças

Gabriela Zafra tinha meningococcemia, mas após consultar em três unidades de saúde recebeu remédios para outras doenças

Um caso chocante abalou Ribeirão Preto: a prefeitura foi condenada a indenizar a família de Gabriela Zafra da Silva, uma jovem de 16 anos que faleceu em 2014 após receber quatro diagnósticos médicos errôneos em três unidades de saúde diferentes.

Negligência Médica e Diagnósticos Equivocados

Gabriela apresentou sintomas como febre e dores de cabeça. Em sua primeira visita a uma unidade básica de saúde, não foi atendida. Em outras duas unidades, recebeu diagnósticos de torcicolo, virose e indisposição estomacal, sendo medicada de forma inadequada. Somente horas depois, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), foi diagnosticada com meningogossemia, falecendo duas horas após o diagnóstico correto. O juiz responsável considerou que houve negligência médica, embora tenha inocentado os médicos individualmente por falta de provas de que sua conduta causou diretamente a morte da jovem.

A Luta da Família por Justiça

A mãe de Gabriela, Fabiana Zafra, relatou a angústia de ter buscado atendimento médico por mais de 12 horas sem sucesso, com a filha recebendo diagnósticos equivocados e sem receber o tratamento adequado. A demora no diagnóstico e a falta de atenção médica foram fatores cruciais para o desfecho fatal. Uma comissão sindicante da prefeitura, em 2015, apontou falhas no atendimento e na elaboração dos prontuários médicos da jovem. A então prefeita, Darci Vera, reconheceu falhas por parte da equipe médica.

Consequências e Próximos Passos

A prefeitura foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais à família, corrigidos monetariamente e com juros, além de reembolso de custas processuais e honorários advocatícios. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recursos por ambas as partes. A prefeitura informou que cumprirá a decisão judicial, enquanto a família ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de recorrer para pleitear um valor maior. O professor de direito Daniel Pacheco, da USP, explica que o processo pode se estender por anos caso haja recursos.

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