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Justiça da Espanha define data de extradição de Guilherme Longo

Padrasto do menino Joaquim deve chegar ao Brasil no fim de janeiro; por segurança, dia exato não foi divulgado
extradição Guilherme Longo
Padrasto do menino Joaquim deve chegar ao Brasil no fim de janeiro; por segurança, dia exato não foi divulgado

Padrasto do menino Joaquim deve chegar ao Brasil no fim de janeiro; por segurança, dia exato não foi divulgado

Após meses de espera, a Justiça espanhola decidiu extraditar Guilherme Longo, padrasto do menino Joaquim, para o Brasil. A previsão é que ele chegue ao país até o final de janeiro. Dois policiais federais, Pedro Paulo Cristófalo e Vitor Espineli, viajarão para Madri entre os dias 16 e 20 para escoltá-lo.

Extradição e o futuro processo

O Ministério da Justiça já definiu a data da extradição, mantida em sigilo por questões de segurança. No Brasil, Guilherme Longo deve ser encaminhado para a penitenciária de Tremembé. Alexandre Durante, advogado do pai de Joaquim, Arthur Paes Marques, afirmou ter conhecimento da extradição e explicou o andamento do processo. Guilherme será notificado da sentença de pronúncia, e a defesa já apresentou recurso. A acusação apresentará contra-razões, e o recurso será julgado. Se houver possibilidade de recurso em tribunais superiores, o processo seguirá; caso contrário, retornará à vara de origem. Se a decisão da Justiça for mantida, o julgamento popular seguirá seu curso.

O crime e a prisão

Guilherme Longo é acusado de matar o enteado Joaquim Ponte Marques, de três anos, em 2013. O corpo do menino foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos, após cinco dias desaparecido. A suspeita é de que Guilherme tenha injetado doses excessivas de insulina em Joaquim e, posteriormente, jogado seu corpo no rio. Após um período preso, ele obteve habeas corpus e respondeu ao processo em liberdade, mas em 2016 fugiu e foi preso na Espanha pela Interpol.

Julgamento e próximos passos

O promotor Marcos Túlio Nicolino já havia declarado em entrevista que Guilherme Longo deveria responder ao processo preso até o julgamento. Tanto Guilherme Longo quanto Natália Ponti, mãe de Joaquim, respondem por homicídio triplamente qualificado e serão julgados por júri popular. A expectativa é que Guilherme Longo permaneça preso até o julgamento, sem possibilidade de aguardar o processo em liberdade.

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